2 de novembro – Nilton Moreira

Período triste esse que estamos atravessando esta semana. Mais triste ainda porque não podemos evitar acontecer. Estou referindo a 2 de novembro, ocasião que lembramos um pouco mais das pessoas queridas que nos deixaram pela morte do corpo físico.

De uma maneira geral somos um pouco egoístas, pois gostaríamos que não houvesse essa separação, já que o amor sentido permanece mesmo além-túmulo, mas também querer que alguém fique sempre conosco é privá-la de evoluir através das vias sucessivas.

A lembrança é muito importante, pois torna viva na memória quem se foi, e por convicção religiosa podemos dizer que eles vivem, pois que Deus criou seus filhos para a eternidade. Somos Espíritos em corpo de carne e isso nos da à certeza de que esse amor que sentimos é recíproco e continua.

Não devemos lembrar-nos de nossos queridos como se eles tivessem sido execrados do nosso convívio. Eles convivem conosco numa comunhão de pensamentos e certamente a saudade é uma dor que neste caso dói nos dois planos.

Jesus mesmo disse que é necessário nascer de novo. Ora se Ele referiu nascer de novo é porque passamos pela morte do corpo físico anteriormente, pois falou isso aos que estavam vivos na época, referindo que o espírito/alma não morre e sim apenas o corpo denso.

Imaginem a tristeza de quem se foi se pensarmos que desapareceram para sempre. De maneira nenhuma devemos proceder assim. Certamente nos reencontraremos em um momento diferente em outro tempo futuro, e que bom que seja pelo amor esse novo contato, pois seremos felizes, já que muitos passarão a conviver para continuar aparando arestas dos relacionamentos que ficaram por resolver.

É importante que ao longo desta semana que dedicamos aos ditos “mortos”, reservemos um momento de meditação para entrar em comunhão com os Mensageiros de Jesus, pedindo a estes que levem nosso carinho em forma de pétalas de rosas a quem se foi, seja a quem amamos ou a quem não tínhamos até muito apreço, pois que isso é de suma importância no relacionamento entre os dois Planos.

Não se faz necessária visita a túmulos, pois o que vale mesmo é o pensamento, já que nas sepulturas nada mais existe, mas aqueles que sentirem necessidade ainda de ir aos cemitérios, o façam com respeito procurando sempre se lembrar dos bons momentos de convívio, pois certamente esta energia será entregue na espiritualidade ao conectado em pensamento, e quem sabe se houver permissão e o ente querido quiser, comparecerá ali para observar a homenagem que lhe é oferecida, pois a vida continua.

Choremos sempre a saudade que é benéfica a eles, mas nunca a falta, pois esta os entristece.

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