A menina dos olhos – Por Dom Jaime Pedro Kohl

IMG_1180-195x300111111111O segundo Domingo do mês vocacional é dedicado aos pais. Falar dos pais é falar da família e nela a importância da vocação matrimonial.

Estamos celebrando o Ano Santo da Misericórdia, cujo logo: “Misericordiosos como o Pai!” nos traz com toda força a rica imagem do Pai que sintetiza a figura do bom pastor, do bom samaritano e do pai misericordioso. Pai como alguém que ama com amor gratuito, que zela e cuida, que socorre e protege...

Cada um de nós tem uma imagem de pai que vem da experiência familiar e nem sempre reflete esse sentido, mas todos têm a ideia do pai ideal.

Os papéis do pai e da mãe são específicos e, ambos, indispensáveis. A mãe pelo próprio fato da gestação e amamentação tem um vínculo de maior proximidade com o fruto do seu ventre. O pai pelo fato de estar mais fora de casa por motivos plausíveis, por mais que se esforce para marcar presença junto aos filhos, dificilmente, ao menos num primeiro momento, tem o mesmo grau de envolvimento.

A ausência constante de um deles é sempre problemática. Embora algo esteja mudando, o mundo de hoje carece de paternidade. É de extrema importância para qualquer pessoa que vem a este mundo sentir-se acolhida e amada por pai e mãe unidos num só coração e numa só alma.

Não é a mesma coisa ser ou não ser casados. Direta ou indiretamente, isto incide no desenvolvimento físico, humano e espiritual da criança. É ali, no colo da mãe, no abraço do pai, no aconchego do lar, no carinho dos avós e parentes que a pessoa é iniciada à vida.

Como é bonito ver uma mãe ou pai ensinando seu filhinho a saudar as pessoas com respeito, fazendo o sinal da cruz, dirigindo-se a Deus com pequenas orações, acompanhar os pais nos eventos da comunidade...

No Brasil os pais usam dizer que: ‘Os filhos são a menina dos nossos olhos’. O que seria dos pais se não tomassem conta dos seus olhos?

É bonito ver os pais cuidando e valorizando seus filhos! O serviço que a família presta à sociedade, infelizmente, nem sempre é reconhecido. A presença efetiva e afetivamente madura do pai é determinante para o desenvolvimento dos filhos.

Não percamos o bonito costume que reina entre nós, o de pedirmos: “A bênção pai! A benção mãe!”.

Que Deus abençoe e ilumine todos os pais.

Dom Jaime Pedro Kohl – Bispo de Osóriodomjaimep@terra.com.br

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