Assaltos frustrados – Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

“Em qualquer lugar do mundo, QUEM PUXA UMA ARMA PARA ASSALTAR precisa saber que arrisca a própria vida”. (ElioGaspari – Correio de Povo, 16/05/2018)

Os que concordam com a assertiva representam a maioria do povo brasileiro e mundial, tem de reconhecer que para tornar possível a reação o cidadão honesto precisa dispor de meios. Para enfrentar um assaltante armado é necessário estar também de posse de uma arma, sem isso qualquer tentativa será um suicídio.

Até 2003 havia na legislação brasileira a possibilidade de aquisição, registro e porte de arma. Em 22 de dezembro de 2003 foi promulgada a lei 10826/03 que dispõe sobre aquisição, registro e posse e comercialização de armas de fogo e munições, Sistema Nacional de Armas (SINARM).

Em 23 de outubro de 2005 ocorreu o Referendo do Desarmamento sobre a proibição e comercialização de armas de fogo e munições. O resultado GERAL do referendo foi de REPÚDIO: 63,94%. No Rio Grande do Sul o índice CONTRA atingiu 86,83%.

O ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, em vez de se submeter à vontade popular como seria esperado declarou: “NÓS VAMOS CONTINUAR DA MESMA MANEIRA FISCALIZANDO RIGOROSAMENTE E O CONTROLE DE ARMAS VAI CONTINUAR SENDO UM BEM PARA O BRASIL”.

Com o desarmamento subsequente – necessário salientar que apenas os cidadãos que respeitam a lei cumpriram – os assaltantes ficaram tranquilos para exercer a “profissão” sem percalços, apenas com um tormento: agentes da lei andam armados e são treinados para reagir com força equivalente. E isso tem ocorrido com frequência. Para azar dos assaltantes e satisfação da população. Cito três ocorrências:

A primeira ocorreu em Suzano, no interior de S. Paulo. Kátia Sastre levou sua filha de 7 anos para uma festa na escola, estava na calçada, junto com outras mães e crianças quando um assaltante armado ameaçou mães e crianças. Kátia é cabo da Polícia Militar. Num átimo tirou sua pistola da bolsa e deu-lhe três tiros, quase a queima-roupa. Matou-o.

No Guarujá, numa farmácia, um assaltante armado perseguiu um cidadão que estava em compras. Era um PM em dia de folga. Com um tiro matou o bandido. Os dois vídeos estão na rede e não deixam dúvida.

O comportamento da PM de Suzano e de seu colega do Guarujá foi adequado, são casos clássicos de LEGÍTIMA DEFESA. Discutir a letalidade das forças de segurança ante a atitude dos dois PMs dos vídeos é uma forma iníqua de embaralhar a questão. Pior, trata-se de aproveitar os holofotes, às vezes com fins políticos, em nome do politicamente correto e que não merece a menor concordância por parte da população desarmada que se sente desprotegida e não dá apoio à reação da Anistia Internacional.

RIO — A Anistia Internacional pediu que o Ministério Público de São Paulo investigue ‘prontamente’ a ação da Policia Civil que deixou dez assaltantes mortos no bairro do Morumbi, Zona Sul da cidade, após tentativa de assalto a uma residência na região. Os assaltantes entraram em confronto com os policiais na ruaPirapó, a poucos quarteirões de distância da residência onde se encontravam. Oito criminosos foram baleados dentro dos carros que ocupavam, enquanto outros dois tentaram escapar correndo e foram atingidos na rua, fora dos veículos.

Os carros onde se encontravam os agentes do Garra também foram atingidos, embora nenhum policial tenha ficado ferido. Ao menos quatro fuzis, três revólveres, duas pistolas e cápsulas de munição foram recolhidos no local, segundo a TV Globo. Procurada, a SSP não informou quantos itens foram apreendidos após a ação.https://www.youtube.com/watch?v=7p1rH7MQB-0.

Em nota publicada numa rede social na segunda-feira, a Anistia Internacional pediu investigação ‘imparcial e exaustiva’ do caso e afirmou que a operação ‘não pode ser considerada um sucesso’.Segundo a Anistia, o combate ao crime é fundamental para a garantia de segurança pública para todos, mas não é incompatível com a garantia de direitos humanos e o respeito ao processo legal. A nota diz ainda que uma polícia que age com excessos contribui para o aumento da violência, alimentando um ciclo vicioso “que coloca todos em risco, inclusive os policiais no exercício da função”.

Jayme José de Oliveira

cdjaymejo@gmail.com

Cirurgião-dentista aposentado

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