Barack Obama – Empréstimo bancário – Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

Recebi dum correspondente virtual uma pérola de valor inestimável: a petição do advogado Barack Obama II em favor dum cliente que pleiteava um empréstimo bancário e esbarrava em obstáculos inimagináveis. Não posso me furtar de estabelecer a impressionante sintonia com processos que se eternizam no Poder Judiciário brasileiro até, frequentemente, caducarem por decurso de prazo.

Refiro-me evidentemente aos “mais iguais” abrigados pelo foro privilegiado e dos réus com inesgotáveis e insondáveis recursos financeiros para contratar dispendiosos advogados nacionais e mesmo estrangeiros até ultrapassar com intermináveis recursos jurídicos a última instância. Entrementes o tempo e a justiça escoam pelo ralo. A diferença que salta aos olhos entre o caso reportado e os tupiniquins reside no fato de que num se defende um pleito justo e nos outros postergar julgamentos e possíveis condenações exigidas por toda a nação. Para completar o quadro, sonham esses advogados que surja um Barack Obama sugerindo estender a culpa dos malfeitos até a época do primeiro crime registrado na história: o assassinato de Abel pelo seu irmão Caim.

Transcrevo na íntegra a petição de Barack Obama II em 1995:

Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois e 44º presidente dos Estados Unidos da América de 2009 a 2017, numa certa ocasião pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa num furacão e queria reconstruí-la. Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia. O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.

Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta: “Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registro predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registro anterior a essa data”.

Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma: “Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº 189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro. De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada pelos EUA à França em 1803. Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.

A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo. Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Gênova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana.

A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma novarota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa ao mesmo tempo em que vendia assuas joias para financiar a expedição de Colombo.

Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores sabem – é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus – é comumente aceito – criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa “Faça-se a luz”, em língua latina.Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana por que antes, nada havia.Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também.

Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus. Senhores, se perdurarem algumas dúvidas quanto à origem e feitos do descobridor destas terras posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e investigadores concluíram baseados em documentos que Cristóvão Colombo nasceu em Cuba (Portugal) e não em Gênova (Itália), como está oficializado

Segundo eles,em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha a lhe financiar a viagem à Rota das Índias pelo Ocidente,escondendo assim a sua verdadeira identidade. Segundo, este pseudônimo não aparece por acaso porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão). Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé por onde anda.

Acresce que Cristo está associado a Salvador (primeiro nome verdadeiro do ilustre navegador). Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas. Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado,nasceu em Cuba (Portugal) e é filho ilegítimo do Duque de Beja e deIsabel Gonçalves Zarco.

Quarto, era prática usual na época os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos, no caso dele, foi São Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não deriva do seu primeiro nome verdadeiro, a segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana) porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.Quinto, a “paixão” pelos mares estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419),com o sogro de “Christovam Colon”, Bartolomeu Perestrelo.

Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba(além da mencionada Cuba, na época existia a Capela deSão Vicente, da então aldeia de Cuba). Posteriormente (Sec. XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente. São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, consequentemente do português Christovam Colon.

Christovam Colon morreu em Valladolid (Espanha) em 1506 tendo os seus ossos sido transladados para Sevilha em 1509, contudo em1544 foram para a Catedral de São Domingos, na época colônia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.

A odisseia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795 osespanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sidotransferidos para Cuba (Havana) para em 1898, depois daindependência daquela ilha serem depositados na Catedral de Sevilha.Coincidência ou não, em 1877 os dominicanos, ao reconstruírem aCatedral de São Domingos encontraram um pequeno túmulo comossos e intitulado “Almirante Christovam Colon”.Existem na Ilha da Madeira e nos Açores pessoas das famílias Zarco,descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, consequentemente da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveispara darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas para analisar oseu DNA e para comparar os seus resultados nas ossadas donavegador, se, efetivamente forem as pretensões deste Banco se
certificar da origem do navegador.

Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia, somente sei que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e portanto poderosos, tentem por vossos meios.
Agora que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo?

Barack Hussein Obama II – Advogado

*O empréstimo, claro, foi concedido*.

Jayme José de Oliveira

cdjaymejo@gmail.com

Cirurgião-dentista aposentado

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