Basta – Por Jayme José de Oliveira

Jayme José de OliveiraHá muito tempo um assunto se destaca entre as inconformidades que me assolam: a leniência com que as autoridades constituídas enfrentam os cada vez mais frequentes,brutais e imotivados crimes, eivados de um sadismo inominável. Sadismo que se manifesta ao constatarmos não haver o menor gesto de reação das vítimas que pudesse motivá-lo. É pura e simplesmente uma demonstração a que ponto pode descambar uma mente despida do menor resquício de respeito a quem quer que seja.

E HÁ OS QUE OS CONSIDERAM VÍTIMAS DE UMA SOCIEDADE INJUSTA, QUE NÃO LHES DÁ OPORTUNIDADES.

Aqui abro um parêntese: cumpre distinguir os defensores dos DIREITOS HUMANOS para os HUMANOS DIREITOS, dos que, se esmeram em defender os direitos dos humanos não tão direitos.

Sempre supus que estava respaldado pela maioria dos HUMANOS DIREITOS e a imprensa publica nesta semana em suas páginas textos que me deixam confortado, com a certeza de não estar pregando no deserto. Anexo excertos de alguns deles.

CAXIAS DO SUL

Vídeo mostra Mauro Rogério Silva dos Santos dando uma cabeçada num PM,ANTES DA CONFUSÃO SUBSEQUENTE. As imagens, divulgadas pelo Ministério Público, flagram quando o advogado ataca o policial e, em seguida, recebe golpes de cassetete. Eu vi as cenas, e me chocaram ambos os procedimentos.

“O advogado, de 51 anos, desferiu uma cabeçada no sargento Paulo Roberto da Silva Mentz, de 45 anos, ANTES de ser agredido com golpes de cassetete, em 31 /08/2.016”. (Zero Hora, 08/09/2.016)

Durante o tumulto que se seguiu, o soldado Cristian Luiz Preto foi atingido na cabeça por um chute desferido por Vinicius Zabot dos Santos, 21 anos, filho do advogado. Wentz teve três dentes fraturados.

Após ver o vídeo, o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, disse que a conduta do advogado Mauro Rogério Silva dos Santos “não é aceitável” e salientou que TODOS os envolvidos devem ser responsabilizados.

O DIA D

“É só uma questão de tempo. E, quanto mais tarde, pior. Um governo e a sociedade terão de enfrentar de verdade o poder paralelo que se instalou nos presídios e que, de lá, comanda esse negócio violento e lucrativo chamado crime organizado. Será necessário que um governo se disponha a pagar o preço político. Até agora utilizaram a velha e inútil técnica do avestruz. Enterrar a cabeça na areia.O dia da batalha final chegou. Estamos perto. Porque ninguém aguenta mais. Estamos todos pagando a conta da inércia e essa conta não pode ser mais cara do que manda a lei. A reação vai custar caro. Está chegando a hora. Depois, será tarde demais.

ATÉ QUANDO?

Em pouco tempo ocorreram três crimes bárbaros:

  1. Uma jovem é abordada no aeroporto, não esboça reação. Mesmo assim é sequestrada e torturada até a morte.
  2. Uma médica é abordada numa sinaleira, mesmo tendo saído do carro, foi baleada e morta.
  3. Uma mãe, aguardando seu filho na saída do colégio foi morta ao lado da filha adolescente.

“Famílias destroçadas pela violência IMPUNE em nosso país. Muitos desses homicídios são cometidos por indivíduos com longo histórico de crimes brutais. Alguns em liberdade condicional, outros fugitivos, outros com tornozeleiras eletrônicas. Um exército de assassinos impunes. O que fazer com indivíduos que matam pelo prazer de matar? Recuperá-los? Como? Por que não os enfrentamos com firmeza? A situação é de vida ou morte. Literalmente.

O pensamento que prevalece é de que qualquer mudança será injusta e atentará contra os direitos humanos dos delinquentes. E os direitos humanos dos humanos direitos?

A maioria, como eu, quer mudanças hoje. Esses fatos brutais e tristes me remetem aos versos de Bob Dylan: “Quantas mortes serão necessárias até que “eles” saibam que muitas pessoas morreram”? (MatteoBaldisserotto, médico – Zero Hora, 08/09/2.016

Juremir Machado da Silva é um jornalista sobejamente conhecido por ideias que propugnam pela equalização de oportunidades aos menos abonados, aos mais carentes de oportunidades. No Correio do Povo de 09/08/2.016 escreveu:

“Há quem queira diminuir a violência sem tocar na desigualdade. Há quem queira controlar a criminalidade sem punir. O CURTO PRAZO, exige reforço à repressão. O MÉDIO E LONGO PRAZO recomendam estreitar o fosso que separa os mais ricos dos mais pobres. Quem fez isso, mesmo não tendo sido por virtude, não se arrependeu”.

basta

Jayme José de Oliveira  – Capão da Canoa – RS – Brasil

(51)98462936 – (51)81186972

cdjaymejo@gmail.com

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