Carcaças de bagres são encontradas na beira mar de Imbé

A pesca de Bagre é proibida na região, mas mesmo assim, foram identificadas carcaças do peixe quando descartadas após serem capturadas.

Conforme a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Pesca e Agricultura (SEMMAPA), os bagres foram abatidos e sua carne retirada, sendo que os demais restos foram largados no Rio Tramandaí e encontrados às margens na praia, próximo ao bico da pedra na Barra de Imbé.

A pesca de Bagre amadora ou profissional artesanal é crime, previsto na legislação e passível de prisão por crime ambiental.

“Estamos investigando a fonte e quem está cometendo este crime ambiental, não vamos permitir este tipo de atitude que prejudica toda uma classe de pescadores profissionais artesanais e que pescam de forma legal cadastrados no projeto de monitoramento pesqueiro MOPERT – coordenado pela UFRGS – Ceclimar”, alertou o diretor do Departamento de Pesca da SEMMAPA), João Batista Maria Ferreira, que pede que as pessoas denunciem qualquer irregularidade a PATRAM pelo (51) 985046899 ou (51) 366214620.

Mesmo pescador profissional artesanal cadastrado no projeto MOPERT, descartar desta forma os dejetos é crime ambiental e será punido na forma da lei. O monitoramento pesqueiro do Bagre em Imbé ocorre desde a metade do ano. Desde 2014 as espécies de Bagre com o nome científico Genidens Barbus e Genidens Planifrons estão numa “lista vermelha” de espécies ameaçadas e com a pesca proibida.

“Buscamos uma saída legal para provar em juízo que os bagres não estão ameaçados e que anualmente entram em nosso estuário em grandes quantidades. Sabemos que há abundancia das espécies e com isso as possibilidades de sustento e manutenção econômica dos pescadores, gerando trabalho e renda para muitos na cadeia produtiva”, disse Ferreira.

O esforço do Governo Municipal levou até a conquista do projeto do monitoramento.

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