Chega de leniência – Jayme José de Oliveira

Quando o judiciário não homologa a prisão de facínoras alegando falta de vagas nos presídios, quando os liberta impelido pela lei da progressão de penas, a sociedade se protege atrás de grades, ocorre uma situação estapafúrdia.

Neste carnaval assistimos cenas lamentáveis em que turistas e foliões foram vítimas de assaltos e arrastões no Rio de Janeiro e no país. Isso não afeta apenas a segurança pessoal como a economia do país, o lazer dos brasileiros e desestimula o turismo. O que se vê atualmente é que o gerenciamento da área de segurança é falha e com o modelo altamente questionado.

CHEGA DE LENIÊNCIA!

Diante da situação emergencial e na qual as autoridades do Rio de Janeiro se confessaram impotentes para inibir os ataques criminosos – até vias de tráfego essenciais como as Linhas Vermelha e Amarela são interrompidas diariamente por tiroteios – o Governo Federal se viu compelido a decretar Intervenção Federal na Segurança e nomeou o general Walter Souza Braga Neto, atual comandante do Comando Militar Leste. Vai definir e  implementar estratégias para combater o crime organizado no Rio de Janeiro. Sob jurisdição estarão as Polícia Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros, além do sistema prisional fluminense.    Braga Neto é um general de quatro estrelas – o posto máximo da carreira. Ele foi também um dos responsáveis pela coordenação da segurança da Olimpíada do Rio, em 2016 e também foi observador militar durante a missão de paz das Nações Unidas no Timor Leste, no sudeste asiático.

Intervenção militar no Rio de Janeiro? Causa calafrios nos que temem excessos no trato com criminosos. Ótimo, digo sem pruridos de falso compungimento a malfeitores contumazes, assassinos em potencial ou de fato.

Uma questão que não tem sido observada, (inclusive, na última que o exército foi convocado para acabar com os tiroteios originados na luta pela gerência de territórios de influência no tráfico de drogas)será concedida permissão para que a força da lei seja empregada para combater a lei da força? Se inibidos de agir com a severidade necessária – apesar dos pruridos dos defensores dos “direitos humanos” a bandidos sanguinários – melhor seria nem terem sido convocados, será perda de tempo, dinheiro, prestígio das autoridades, confiança da população e, LAMENTAVELMENTE, estímulo para que os marginais recrudesçam suas ações criminosas, certos da impunidade.

Oxalá a operação em andamento tenha êxito e seja o início de outras no país inteiro. A população ordeira e honesta merece a proteção da lei. E, como o título proclama: CHEGA DE LENIÊNCIA!

Jayme José de Oliveira

cdjaymejo@gmail.com – Cirurgião-dentista aposentado

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