Ciência e obscurantismo – Marília Gerhardt de Oliveira

Janeiro de 2020 inicia com o falecimento da Pesquisadora MARIA PRIMAVESI, em São Paulo, aos 99 anos de idade.

Austríaca, radicada no Brasil desde 1940, foi uma das pioneiras da Agroecologia em nosso país. Foi Professora da Universidade Federal de Santa Maria e autora de importantes livros sobre Agricultura Orgânica e Sustentável.

São mulheres e homens deste patamar de excelência humana e científica, os únicos que poderão vir a ser modelos qualificadores a serem imitados por jovens quando nosso País vier a ser governado por Pessoas (no sentido Kantiano do termo, ou seja, que mereçam respeito e não devam nem possam ser usadas como meio), que valorizem EDUCAÇÃO, ARTE, CULTURA, CIÊNCIA, PESQUISA, na perspectiva de se poder atingir um alto nível de CIDADANIA no Brasil.

Muito para além de ataques torpes e injustificáveis de autoridades democraticamente eleitas a personalidades internacionais, desconhecendo o alto valor do diálogo entre pensamentos e práticas divergentes, assim como a verdadeiros centros de produção de conhecimento que sejam fontes de esperança para um futuro melhor e iluminado que mulheres e homens de bem almejam para o seu entorno e o bem estar familiar, comunitário e social.

Desacreditar estudos científicos internacionais sobre o Clima e o Planeta Terra, ressuscitar a hipótese pré-medieval do Terraplanismo, elogiar regimes de exceção de qualquer viés ideológico assim como personagens ligados à tortura, incluir em Equipe de Governo seres humanos bizarros que pouco contribuem com suas declarações como “meninas de rosa; meninos de azul”, desconsiderar a primazia dos interesses Econômicos e Comerciais do Brasil, assim como a Segurança Nacional, nas Relações Exteriores, deixar de privilegiar projetos eticamente justos (e não eleitoreiros) nas áreas de EDUCAÇÃO, SAÚDEe SEGURANÇA Públicas como Deveres de Estado, estabelecendo, para tal, programas de alto nível de treinamento, objetivando qualificar a ação e a atuação dos Profissionais (necessariamente muito bem remunerados) destas áreas ESTRATÉGICAS junto à Sociedade, é deixar para futuras gerações uma herança verdadeiramente maldita de IGNORÂNCIA, VIOLÊNCIA BANALIZADA e (pior) DESESPERANÇA,  que nada de bom constrói na polarização que envenena o País e nos faz perguntar: – que Brasil queremos? – que Brasil teremos? – que Brasil merecemos?

Em tempo: Angela Merkel e Barak Obama não serão nossos governantes, INFELIZMENTE.

Marília Gerhardt de Oliveira

gerhardtoliveira@gmail.com

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