Notas Dissonantes por Sérgio Agra
"A crítica com transparência e responsabilidade. A visão do homem sob a ótica do humano, demasiado humano".
Sérgio Agra
agraeagra@terra.com.br
Advogado e escritor – Autor do livro “Mar da Serenidade”




»Comentários
Tens razão Túlio, o Brasil vive nessa dicotomia promovida por um governo anacrônico e populista, onde a "guerra" entre classes ainda é a tônica dos discursos chulés do PT. Assim fica muito mais fácil manobrar as massas desinformadas e complexadas, pura demagogia barata a serviço da roubalheira.
Jeferson, entendo sua indignação e por vezes penso da mesma forma, mas explodir o congresso em dia de sessão, só se a pauta do dia for a aprovação para aumento de salários dos próprios congressistas, caso contrário pouquíssimos seriam atingidos, hehe!
Abs a todos
Caro Márcio, a quem não tenho o prazer de conhecer, o Brasil atingiu um grau de imbecilidade do tamanho do oceano que nos contempla. Quem é contra as cotas sociais, por exemplo, é racista. Quem é contra a união legalizada dos gays é homofóbico. Quem não é PT é PSDB. E assim vai... O senso comum das pessoas perdeu a referência. Por isso que o país esta virado nesta zona. E põe “zona” nisso! Assim, parabenizo a crônica do Sérgio (aí que vontade de ir embora!), e, também, o teu pertinente e sério comentário. O resto é a salgalhada...
Corretíssimo o Márcio, máxime quando, em tom de metáfora muito, diz que é melhor quebrar o pulso agora do que, adiante, o filho quebrar a cara. Agora, devo ser sincero e discordar, num ponto, do inteligente comentarista: não torço pelo Brasil. Não torço pela Dilma, quero mais que ela e o Congresso explodam em dia de sessão. Márcio, não suporto mais essa gente!
Geovani e Osmar,
O murro é uma citação jocosa que só o blogueiro sabe do que se trata, não foi endereçado a ninguém em particular, nem mesmo ao Todo Poderoso Deus Lula. Giovane, que bom que nós somos essa potência toda, certo? Sexta economia do mundo mas com o IDH comparável aos países Africanos e o menor crescimento entre todos os países do BRICS.
Quanto ao meu pulso, melhor quebrá-lo agora a ver meu filho quebrar a cara no futuro. Torço pelo Brasil e não por partidos, isso não é jogo de futebol.
Caro Sérgio: concordo com todas as tuas colocações. O PT, que já envergou a bandeira da ética e da honestidade, trama nos bastidores o jogo sujo que o fará permanecer no poder. Aliança com Collor, Sarney, Renan Calheiros, cooptação de ministros do STF, do Congresso Nacional... Que desilusão. Quanta desesperança. Nada de proselitismo. Minha crítica não é partidária. Os outros partidos, ditos de oposição ou não, não fariam ou não fizeram melhor. Para muitos, o PT representava o sonho de rumar para aquilo que era certo, o partido que quando chegasse no poder mudaria o rumo da política nacional. Mal sabia eu que eram todos da mesma camarilha...
Calma, Marcio, desatino tem limite. Sem bronca e murro. Numa boa, deixa o PT trabalhar (6ª economia do mundo!) eh...eh...eh...
Cuidado, Márcio, com o murro podes quebrar o pulso...
A infelicidade de certas pessoas é que, queira ou não, o Brasil se divide antes e depois do governo do PT, que ensinou ao mundo, em especial à América Latina, como, efetivamente, se faz a Democracia Social. O nosso projeto de poder veio para ficar.
Desculpe nova intromissão, mas existem leitores aqui que deveriam fazer psicanálise, eles têm uma fixação patológica pelo FHC, chega a ser engraçado, qualquer denúncia contra o governo eles reagem com críticas a FHC, chegam a ser patéticos. O homem está ocupado em receber prêmios pelo mundo afora e tomar chá com Mandela e Carter, deixem ele ter o descanço dos justos.
Obs: Para quem não sabe, o Agra não é fã do FHC e nem partidário político.
Mestre Sergio, é com um estrondoso murro na mesaque faço minha suas palavras.
Eis Lula! A política, para ele, existe como exercício de guerra. Se o primado de uma sociedade aberta, democrática, liberal, é a tolerância com a divergência, é a aceitação tácita de que “o outro” — a oposição — é que legitima a democracia, já que situação existe também nas ditaduras, o líder petista entende ser esta uma etapa anterior à chegada do PT ao poder. Com a vitória nas urnas, o partido teria ganhado também o direito de solapar as bases que garantiram a sua própria ascensão. Ora, provou isso ao longo de seus oito anos de mandato. Não lhe bastou, como vimos, exaltar as próprias glórias, magnificar as próprias conquistas, glorificar a própria gestão. Seu grande prazer estava em espezinhar, amesquinhar e satanizar a obra do antecessor, de que herdou, como é sabido — e isso não é mera questão de opinião — régua e compasso
Parabéns Sérgio, todos nós, independente de politicagens e militâncias, compartilhamos da sua indignação,
Nada como ser contra. Conta o governo, contra a realidade, contra tudo, menos o PSDB do FHC. É isso aí. Dor de cotovelo.
É isso aí. Não dá mais para acreditar em niguém. Os meios de comunicação, salvo alguns, é "chapa branca". Estão nas mãos do PT e do reboque que vem atrás. Parabéns pela crônica
Ao contrário do seu entendimento, a impressa ainda é, mal ou bem, o grande veículo de denúncia no Brasil. Uma importante revista de circulação nacional, na edição que foi às bancas no sábado, 26, traz uma séria denúncia: o Inácio da Silva, ainda alquebrado pela doença que o acometeu, vem tentando fazer estripulias com os ministros do STF no sentido de sustar, pelo menos antes das eleições municipais, o julgamento do “Mensalão”. A pressão junto aos ministros é terrível, segundo a revista. E o Inácio da Silva se reuniu com o ministro Gilmar Mendes (pasme!) no escritório, em Brasília, do ex-ministro Jobim. Não fosse a impressa não saberíamos disso. Portanto, desistir NUNCA!
Quando o Collor, como paladino da moral, participa de uma CPI e ataca o Procurador Geral da República, que se pode esperar do Congresso? Collor, Sarney, Calheiros, Barbalho e outros da mesma quadrilha (tudo ligado ao PT), realmente só nos resta hastear a bandeira branca e pedir para sair. Sim, sair do país, ir para os confins do mundo, por que não dá mais. O copo já encheu. Nada salva o Brasil. Nem o futebol.
Veja os tempos que vivemos: traz-nos nostalgia do talentoso punguista, o “batedor de carteiras”. Pelo menos ele não avançava de mão armada para nos tirar o dinheiro. O político se não era sério, ao menos disfarçava. Mas não roubava como hoje. E a corrupção levou um presidente ao suicídio. “Estou vivendo num mar de lamas”. E havia oposição. A imprensa atacava e defendia sem se curvar, por interesse, ao poder. Adhemar de Barros foi se esconder no Paraguai por causa de cem mil dólares. Hoje, roubam de pá! Tudo mudou Dr. Sérgio, inclusive a nossa esperança que passou a ser desesperança. Menos o eleitor. Filio-me à sua corrente: desilusão total. Com isso não preciso dizer que a sua crônica está excelente, porque, entre outras coisas, a gente sabe que não está sozinho, pelo que lhe faço reverência.
Que o jornal me perdoe, mas esta infestado de PSDB. O Dr. Agra é um deles. Certamente no governo do finado politicamente FHC ele lia os jornais, era a favor da dívida com o FMI e das estradas pedagiadas. O senhor não lê os jornais para não ler as verdades. É isso aí, se esconda, fuja de um novo Brasil. Dê uma avestruz. É esse tipo de comportamento que mantém aquela "pecinha" que ainda tranca a maquina do progresso. Fique com o seu FH, com a Yeda e o DETRAN. Ah, restam para leituras os "gibis" e a "Seleções".
O Congresso faliu, aliás, como a nossa anã democracia. Concordo integralmente com o senhor e a bela e certeira crônica.
Caro Sério, é significativo o processo de banalização que se processa, em todas as instâncias. A ética, a politização, o respeito ao eleitor – no Brasil – é que nem rabo de cavalo: cresce para baixo. Se o topo da pirâmide esta esfacelada, onde é ungido como grande líder o Inácio da Silva, o que esperar da base piramidal? Creio que, como o senhor, uma massa crítica silenciosa significativa perdeu a esperança. Nós, com mais de 55 anos, realmente, não veremos renascer o dia que findou com o Golpe de 64.