Notas Dissonantes por Sérgio Agra
"A crítica com transparência e responsabilidade. A visão do homem sob a ótica do humano, demasiado humano".
Sérgio Agra
agraeagra@terra.com.br
Advogado e escritor – Autor do livro “Mar da Serenidade”




»Comentários
Oi Sergio: isto eu já sabia e além do mais prova que o Ivo Patarra com seu livro O CHEFE tem toda a razão. Abraços
Senhor Juarez, confesso-me um ingênuo, desinformado – ignorante até. Quase “embarco” na do senhor Marcio, não fosse o prudente e oportuno alerta do senhor. Cumprimentos. Mas, de qualquer forma, abstraindo o plágio, o raciocínio é perfeito do “pai da criança”. Qual a razão do espanto do senhor Inácio da Silva ir beijar as mãos do Dr. Paulo? O Ali Babá do “Mensalão” associou-se a outro grande pandilha. Aliás, doutor Sérgio, muita coisa precisa ser pesquisada na vida do senhor Inácio da Silva, a começar por certa marcha dita dos “100 mil”, em São Paulo, poucos dias antes do Golpe de 64. Dizem que a “triste figura”, à época, seguiu a ladainha com a multidão, brandindo um terço na mão (ah, os carolas!), pedindo a deposição do Presidente. Até hoje os historiadores, por conveniência ou por descuido, não se debruçaram na origem da fundação do PT, e a íntima ligação do senhor Inácio da Silva com o general Golbery do Couto e Silva. O episódio da perda do dedo mínimo (mantendo o poder de “pinça”), e logo o da esquerda, precisa ser esclarecida. Na época, uma aposentadoria precoce era loteria, e das gordas! O senhor Inácio da Silva nuca foi afeto ao trabalho e às letras – é fato público. Infinitas são as contradições do senhor Inácio da Silva que, certamente, a História haverá um dia de apurar. Portanto, somente aos puros de alma e coração é que, efetivamente, o casamento do senhor Inácio da Silva e do doutor Paulo Maluf causa espécie. Logo, “Nada de novo no reino da Dinamarca”.
Amigo Márcio de Xangri-Lá: quando a gente copia a opinião de alguém, como fizeste ao colocar aqui um comentário de Reinaldo Azevedo, da Veja, publicado no blog dele, como sendo sua, o Litoralmania corre o risco de se ver processado. Não esqueça mais, por favor, de citar o autor.
A espiral descendente da imoralidade não tem fim. Equivocam-se os que pensam que, agora, chegamos ao limite. Sempre pode piorar. Tua coluna está no padrão, ou seja, ótima.
Lula não se vendeu apenas por mais um minuto e trinta na televisão. Se vendeu, também, pelos 500 / 400 mil votos que o Maluf tem em São Paulo.
Caro Mestre Sérgio,
Lá vou eu levar pancadas, mas não consigo me segurar, lá vai...Ora amigo Sérgio, qual é o seu espanto? Por certo você se lembra das declarações do Premio Nobel José Saramago quando Fidel Castro mandou fuzilar, em 2003, sem julgamento, três dissidentes que haviam tentado fugir de Cuba: “Até aqui fui com Fidel, agora não mais”. Pô!!! O barbudo assassino já era responsável por 100 mil mortes, e Saramago tinha ido com ele “até ali”??? Aquelas três a mais, no entanto, mexeram com seu coração humanista… Assim fizeram certos analistas “isentos”: “Até aqui fui com o PT agora não mais!”. Faço a seguinte pergunta: “Por quê? Tudo o que PT havia feito até então parecia pouco?”.
Por que, afinal de contas, Maluf não pode se juntar com o PT? Dólares ilegais na cueca, nas Ilhas Jersey ou num banco em Miami para pagar Duda Mendonça pela campanha eleitoral de Lula, qual é a diferença? Eu lhes conto qual é a diferença: Maluf há tempos é tratado, E COM RAZÃO, como uma figura detestável da política, e Lula, o chefe da organização criminosa petista, é considerado um herói. Inclusive por esses que ficam derramando lágrimas. Será que Maluf não pode se juntar com o governo que levou a Caixa Econômica Federal a comprar o Panamericano, um banco quebrado? Porque não? O elenco de malfeitos e de operações suspeitas do petismo no governo federal — e, se quiserem, de administrações estaduais e municipais — referenda uma observação : a diferença entre Maluf e o PT é aquela que existe em “Era Uma Vez no Oeste” entre a pistolagem que chegava a cavalo — bruta, mas algo romântica — e aquela que vinha de trem: não menos bruta, mas já profissional.
Em que a moralidade de Paulo Maluf é essencialmente diferente da moralidade dos petistas? Maluf é pior do que José Dirceu?
Não sei se o Lula será bem ou malsucedido ao se aliar a Maluf. O que sei é que a aliança é absolutamente coerente e não me causa nenhum espanto, porque não há entre eles diferença nenhuma de moralidade. Desta vez só quem tem problemas mentais graves ou quem mama nas tetas do governo ousará a defendê-lo.
Abs
Fazia um bom tempo que eu não revisitava a "realpolitik", muito esgrimida pelo PT na década de 80 contra os adversários! Mas Lula já havia trocado juras de amor com os indefectíveis Collor, Sarney, Renan, Jucá, Quércia, tudo em nome da tal "governabilidade". Ou já havia recorrido ao mensalão, quando a coisa era no varejo. O problema com Maluf é diferente por várias razões: o que ele representa, o porque da aliança e a forma como foi feita. Ora, o anti-malufismo estava no DNA do PT! A aliança com ele não foi pela "governabilidade", foi por espaço de propaganda eleitoral! A ida à residencia do malufoso cidadão, para sacramentar publicamente a aliança, foi exigência inegociável daquele, com requintes de crueldade - ou de "Mhaldadd"! "Me quer, vem aqui em casa, pedir a minha mão na frente de todo mundo"! Pronto! Será que pra eleger seu segundo "Poste - A Missão", o sacrifício valeu? O PT sabe que, hoje, só se sustenta na retórica e no sofisma, estando muito distante daquelas bases lançadas no Colégio Sion, lá no começo dos 80. Por isso que Tarso Genro - lembram?, - quando do mensalão, propôs refundar o PT, expurgar os meliantes e fazer o partido retornar ao seu eixo primal. Foi massacrado pela turma do Dirceu, que até hoje não o engole! E Tarso tinha razão, mas preferiu ficar e tentar ganhar a luta "por dentro". Luciana, ao revés, saiu pra fundar o PSOL, nada mais do que um oxímoro do PT. Enfim, o fundo de poço moral do Sr. Luiz Inacio parece não existir...Ah, lembram quando o Lula falava que Brizola seria capaz de pisar no pescoço da própria mãe para ser Presidente? Ainda bem que Dna Lindu, a que nasceu analfabeta, já não estava entre nós. Hoje, no sabor dos acontecimentos, se prestaria até a tapete de xaxado do "sapo barbudo".