Sérgio Agra Notas Dissonantes por Sérgio Agra "A crítica com transparência e responsabilidade. A visão do homem sob a ótica do humano, demasiado humano".

Nada de novo na Casa da Dinda

16/07/2012
A Rede Globo, com estardalhaço e propaganda enganosa, durante uma semana anunciou a bombástica entrevista de Rosane Malta, que se tornou conhecida por ter sido a primeira dama e mulher do então caçador de marajás(?) dublê de presidente da República, Fernando Afonso Collor de Melo.

De novo mesmo, somente o visual. Dentes reimplantados – deixou de ser a cabritinha dentuça de seus vinte e poucos anos na era Collor –, está mais bonita e fêmea, apesar de pretender passar-nos a figura de fervorosa evangélica, como bonitas e evangélicas estão, hoje, Suzane von Richthofen  e Ana Carolina Jatobá, condenadas, respectivamente, pelos assassinatos dos pais, Manfred Albert freiherr von Richthofen e Marísia von Richthofen, e da enteada de seis anos, a menina Isabella Nardoni.
Nada do que Rosane respondeu à repórter Renata Ceribelli, que a entrevistou, teve o sabor de novidade.

Que Collor era adepto de rituais de magia negra, bruxarias, que renegou PC Farias após assumir a Presidência, e que, na verdade, mantinha confidências com o tesoureiro de campanha em íntimos cafés da manhã na famigerada Casa da Dinda e outras tantas falsidades, o cidadão de mediana capacidade intelectual já o sabia.

Referentemente aos assassinatos do Tesoureiro – PC Farias – e de sua amante, aos mais atentos Rosane deixou uma sutil ilação, ao ser perguntada onde o casal estava e como recebeu a notícia da tragédia. A então primeira-dama e o marido estavam no Taiti, e que Collor, na ocasião, rendeu Graças a Deus por estarem longe do palco dos acontecimentos, porque, segundo ele, a opinião pública o ligaria, de uma forma ou de outra aos homicídios.

O fato de alguém, íntima e diretamente interessado no resultado morte de outrem, estar milhas e milhas de distância do nefasto acontecimento não pressupõe exclusão de suspeitas.

No mais, Rosane alude ter sido enganada, imatura que era, ao casar-se com separação total de bens, quando imaginava ser o do regime de comunhão parcial. Chora como criança que teve o pirulito roubado ao lembrar amigas beneficiárias de pensões alimentícias superior a R$ 40.000,00 de ex-maridos que jamais foram senadores, muito menos Presidente do Brasil.

Pobre menina Rosane. Dá uma peninha, ah, se dá...

Sérgio Agra
agraeagra@terra.com.br
Advogado e escritor – Autor do livro “Mar da Serenidade”

Enviar para um amigoImprimirFazer comentárioVoltarVoltar para o topo »Comentários »Últimas colunas: