Notas Dissonantes por Sérgio Agra
"A crítica com transparência e responsabilidade. A visão do homem sob a ótica do humano, demasiado humano".
O nosso Litoralmania vem, dia após dia, crescendo de forma significativa, haja vista o índice de acesso por parte de seus leitores e a credibilidade que granjeou, não somente com estes, sobretudo, com seus anunciantes.
O que contribui para esse incontestável crescimento? O dinamismo e a imediata publicação dos fatos que fazem notícia. A seriedade e a imparcialidade com que enfoca os assuntos dos mais variados. A diversidade de seus colunistas, cada qual com seu estilo, cada qual assinando com responsabilidade a sua opinião, o seu livre pensamento.
E por esse patamar de liberdade e democracia Litoralmania estende a cada leitor o direito de opinar e tecer o seu comentário. Oportuniza, com esse canal, o que há de mais democrático em qualquer veículo de comunicação: a interação com o seu consumidor final, in casu, o leitor.
Particularmente, isso muito me apraz. Átila, o Huno, dizia: “Não desejo que me amem. Exijo que me temam”. Por minha vez, afirmo: - “Não desejo somente elogios. O que me importa é ser lido”. E os meus fiéis e generosos dezoito leitores não me desmentem. Não apenas com elogios e frases generosas de estímulo - o que me leva a persistir na empreitada, apesar de alguns poucos entenderem serem (os generosos comentários) advindos de “claque armada” -, mas com críticas respeitosas e dotadas de seriedade, discordando de minha opinião, como fizeram alguns Defensores Públicos, quando escrevi “Vetar era preciso” (Litoralmania – 30/08/2007).
Lembrei-me deste episódio, na sexta-feira, 22 de fevereiro, quando, nas páginas do jornal Costa do Mar & Serra, de Capão da canoa, li uma matéria da lavra do colunista político Erico Valduga, sob o título “Aumento dos defensores públicos é um escândalo ao quadrado”. Fiquei matutando: - sendo Valduga um free lancer, os defensores se satisfarão em apenas manifestar sua contradita no e-mail pessoal do articulista ou buscarão o direito de respostas em todos os jornais que publicaram o artigo? Por enquanto é decisão que há de transitar na esfera dessa prestigiosa classe profissional.
Ratifico: o comentário, a opinião do leitor, mesmo o mais “distraído”, seja em louvor, de estímulo ou de contrariedade e oposição às idéias e aos devaneios de quem escreve é o mais salutar e pleno exercício de democracia. Deboche e ironia não servem nem para a lixeira da casa dos “heróis”(??) dos biguebróderes da vida.
Sérgio Agra
agraeagra@terra.com.br
Advogado e escritor – Autor do livro “Mar da Serenidade”




»Comentários
Sr. Marciano Almeida Mello
"Claque Armada" significa para nós que conhecemos o Agra desde criança um espressão de carinho. Eu pessoalmente espero ter oportunidade de acompanhá-lo sempre nesta linda jornada de cronista.
E o crescimento do Litoralmania, sem dúvida nenhuma, tem a tua colaboração. Teus comentários demonstram um perfeito conhecimento e uma grande inspiração, que nos levam algumas vezes a devaneios e outras tantas a raivas, mas isso evidentemente, deve-se a sua grande sensibilidade e percepção.
No seu comentário, desculpe-me a ignorância, não entendi quando voce fala de "claque armada", pois, também discordei do "Vetar era preciso".
E o sucesso do Litoralmania reside no fato de permitir o uso do direito de comentar e, lógicamente pelo fato de possuir colunistas que tratam os assuntos com seriedade e responsabilidade.
Colaborador do Suplemento Mulher, do "EXTINTO" Jornal Folha da Tarde – Cia. Jornalística Caldas Jr.
Gosto de ver a opinião de outros colunistas do litoralmania.Geralmente convergem com a minha.Sim, somos amados por uns, e odiados por outros.De vez enquando pescamos uns lambaris nas colunas, mas por vezes temos tubarões em um feroz ataque(neste momento permiti uma parte em minha coluna), mas ao final vemos que nosso esforço recompensa o desgaste que sofremos. Afinal, a verdade será sempre a vencedora.Não existe meias verdades.
Deboche e ironia são os pilares do humor. Principalmente do bom humor. Já o Big Brother é vinho de outra pipa e imitação do original. Assim como certos textos.