Conheça mais sobre Dr. Sander Fridman, renomado psiquiatra que agora também atende em Osório

Fridman em entrevista a Globo News

Você talvez tenha curiosidade de conhecer um psiquiatra que começou a atender recentemente em Osório. Beirando seus 60 anos, cabelos cinzentos, apesar dos modos joviais, sensibilidade e bom humor, que comumente evanescem com o acumular dos anos e experiências de vida.

O Dr. Sander Fridman, em seus 32 anos de consultórios, começou suas atividades atendendo em Porto Alegre, em clínicas psiquiátricas, sempre como profissional liberal.

A partir de 12/1999, viu-se insidiosamente envolvido em projetos de ensino e pesquisa no Rio de Janeiro, onde acabou se radicando até poucos meses atrás, optando por retornar ao Rio Grande do Sul, e voltando a atender no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e, há apenas três semanas, também em Osório, na Rua Barão do Rio Branco, 261, sala 8, na Clínica do Dr. Ângelo Mason, telefone 51 3663 2755.

Neste longo período de trabalho, muitas foram as aventuras profissionais e as florestas teóricas e científicas desbravadas por este profissional, cuja história tem ingredientes que seriam certamente imensamente cativantes a alunos e colegas da área, e praticamente acompanham, na sua experiência pessoal, a história dos conceitos e pesquisas que construíram o peculiar estatuto do campo da psiquiatria até o momento atual.

Em entrevista ao programa Sem Censura.

Concluiu seu curso como médico generalista pela Faculdade de Medicina da UFRGS, trabalhou como médico generalista em Novo Hamburgo, em São Leopoldo, em Sapucaia, em Charqueadas e no plantão médico da Santa Casa de Porto Alegre, além de atender pacientes internados em hospitais gerais com problemas de medicina interna. Foi nesta período que o interesse em atender pacientes psiquiátricos, que uma vez lhe havia levado à medicina, foi resgatado, primeiro pelos pacientes que lhe escolhiam, depois pela evidência do prazer em atendê-los, ouvi-los e ajuda-los.

Ao curso intensivo de introdução à Psiquiatria no Hospital Porto Alegre – atualmente Instituto Ciro Martins – seguiu-se a residência em Psiquiatria e Saúde Mental do impar convênio Hospital Psiquiátrico São Pedro com a Escola de Saúde Pública e a Secretaria de Saúde e Meio Ambiente – uma experiência única e fantástica para aprender muito sobre as práticas psiquiátricas e sobre a antropologia da saúde mental aplicadas no ambiente da medicina geral e comunitária, e pensada e implementada no âmbito das politicas de saúde mental e delegacias de saúde.

Paralelamente, o jovem médico atendia pacientes graves no Plantão de Atendimento Psiquiátrico, na Clínica Pinel de Porto Alegre, no Hospital São José, e posteriormente na internação psiquiátrica do então Hospital de Reumatologia, depois Hospital da Ulbra.

Nesta época, iniciou um serviço de Psiquiatria junto ao Serviço de Neurologia e Neurocirurgia Dr. Mário Coutinho, no Hospital Beneficência Portuguesa. Este serviço atendia também pacientes internados nos hospitais Divina Providência e Moinhos de Vento, e este era meu campo de trabalho como psiquiatra de pacientes com problemas físicos – neurológicos, neurocirúrgicos ou clínicos em geral. Seus neurocirurgiões eram os editores do Jornal Brasileiro de Neurocirurgia.

Relata esta como uma experiência fantástica, que poucos psiquiatras no mundo tiveram a oportunidade maravilhosa de vivenciar, aprendendo e praticando um campo novo da psiquiatria chamado até hoje de Neuropsiquiatria ou de Psiquiatria de Orgânicos, conforme os principais autores e pesquisadores deste campo de prática médica. Neuropsiquiatria é um termo antigo, mas anteriormente era usado como sinônimo da psiquiatria, e tão somente expressava a profissão de fé de que os fenômenos da psiquiatria tinham no cérebro seu órgão de origem, assim como para os neurologistas em relação ao sistema nervoso como um todo.

O neuropsiquiatra tem o papel de ajudar a tratar pacientes com problemas físicos que atrapalham o funcionamento do cérebro, seja intrínsecos ao cérebro – por exemplo, traumatismos cranianos, epilepsias, acidentes vasculares – ou extrínsecos – hipotireoidismo, infecções, insuficiência renal ou hepática, por exemplo – causando diversas perturbações mentais, emocionais, cognitivas ou do comportamento. Este profissional deve poder ajudar a distinguir se os sintomas que se apresentam decorrem do sofrimento cerebral ou da reação emocional às discapacidades impostas pela doença. Este trabalho voluntário alongou-se por mais de 9 anos, 6 dos quais recebendo alunos de psicologia de 3 diferentes universidades que vinham aprender a arte e a ciência do exame e da compreensão dos sintomas destes paciente. Vários alunos que passaram por este estágio conquistaram posições de destaque local, nacional e internacionalmente.

Paralelamente, iniciando algum tempo depois, montou com seu amigo Nélio Tombini, um Serviço de Doenças Afetivas – Ambulatório das Depressões (SEDA) na Santa Casa de Porto Alegre. Este serviço cresceu muito e se tornou um serviço modelo, onde se realizava atendimento, ensino e pesquisa. Alunos de psicologia de 3 universos buscavam estágios oficiais nestes serviço, tanto em psicopatologia como em clínica e psicoterapia. Psiquiatras experientes se uniram ao serviço.

O serviço era integralmente manualizado, promovendo avaliações sistemáticas para diagnóstico, quantificação e monitoração dos sintomas e dos transtornos mentais e físicos associados. O tratamento era também manualizado, oferecendo medicamentos psiquiátricos de acordo com as boas normas da época, psicoterapia de base cognitivista (Aaron Beck) e grupos de psicoterapia de pacientes e também de familiares de pacientes depressivos! Os familiares se reuniam em grandes grupos, com o apoio de psiquiatras e psicanalistas do serviço, no afã de apoiá-los e ajuda-los a melhor darem o suporte necessário os pacientes de suas famílias, e evitarem comunicações e intervenções inúteis, danosas e até perigosas, motivadas quase sempre na crença equivocada de que os ajudariam. O Dr. Sander Fridman preparou os protocolos de atendimento, treinou alunos para a prática da psicoterapia cognitiva, e ocupou-se da agenda de depressões refratárias, além de promover a síntese dos dados colhidos na produção de conhecimento novo, publicado eventualmente, na época, na Revista Científica da Santa Casa de Porto Alegre.

Como já então pensava, com Hipócrates, que “a vida curta, a arte, vasta; a ocasião, fugaz; a experiência, enganosa; o juízo, difícil…”, nesta época participou dos primeiros eventos brasileiros sobre o uso de escalas para a mensuração de sintomas e desordens mentais, em São Paulo, submeteu-se a treinamentos sucessivos em São Paulo para o uso de instrumentos de diagnóstico de precisão para pesquisas em psicofarmacologia – “o Present State Examination” e o “Research Diagnostic Criteria”, respectivamente no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e no Departamento de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina, hoje Unifesp.

Paralelamente, cursou dois anos de curso de Sexologia Humana (convênio entre Holis, Porto Alegre, e Ludias, de Buenos Aires) e 150h de curso intensivo de terapia sexual no Centro de Estudos em Sexologia e Sexualidade Humana (CESSEX – Brasília). Em sequência interessou-se por aprender sobre Hipnose Clínica, pela Sociedade de Hipnose Médica e Odontológica do Rio Grande do Sul, e depois Hipnose Ericksoniana, pela Milton H. Erickson Foundation, pelo qual alcançou os níveis Master e Avançado. Estes conhecimentos foram profundamente úteis, complementando as estratégias cognitivas no tratamento das depressões, das desordens sexuais e de casais, e no atendimento aos pacientes que se apresentavam com sintomas conversivos – sintomas físicos de causa emocional exclusiva ou por agravamento. Por fim, mostraram-se muito uteis em todos os campos da psiquiatria, desde a ministração de medicamentos para problemas quaisquer, no uso de psicoterapia e psicanálise cognitivista, ou no atendimento a crianças e suas famílias.

Neste período, após um estágio intensivo no Serviços de Psiquiatria Biológica, onde aprendeu e treinou-se no uso de Eletroconvulsoterapia, em especial para o tratamento das depressões, montou um serviço qualificado em Porto Alegre, para oferecer este tipo de tratamento, de que a cidade era carente, para atender os pacientes depressivos que provinham dos outros serviços onde já atendia.

Voltando a aprofundar-se no campo dos fundamentos do corpo para os fenômenos da mente, realizou pós-graduação em Medicina Biomolecular e Radicais Livres, pela Sociedade Gaúcha de mesmo nome, sendo aprovado em São Paulo em prova da sociedade nacional. Após, começou um longo período de supervisão no atendimento a pacientes psiquiátricos empregando a Psiquiatria Ortomolecular – campo que valoriza em suas intervenções o uso de nutrientes, a presença de metais pesados, o estilo de vida, e suas repercussões no funcionamento celular, hormonal e neuronal, na produção de doenças e na promoção da saúde.

Na medida em que outras atividades iam se esgotando, ou em que se esvaziavam as condições institucionais para dar-lhes prosseguimento, seguiu para novos campos e aprendizados, incluindo: 2 anos de Pós-Graduaçao em Neuropsicologia pela ULBRA; Doutorado em Psicologia na Área de Assédio Moral do Trabalho pela Universidade de Santiago de Compostela – inconcluso por motivos institucionais; treinamento no Texas no uso e interpretação dos resultados da Bateria Neuropsicológica de Halstead Reitan.

O interesse e a habilidade pessoal na produção de diagnósticos em psiquiatria, paralelamente ao relativo desvalor social sobre este aspecto da atividade psiquiátrica, levou-o a explorar um novo horizonte do campo da Psiquiatria: a Psiquiatria Forense. Inicialmente num Congresso em Minas Gerais – Clínica Bairral – depois associado ao Programa de Ética e Psiquiatria Forense do IPUB-UFRJ, dedicou-se à pesquisa e à produção científica neste campo, e ao desenvolvimento de habilidades periciais e de assistência técnica, em várias área: criminal, capacidade mental, dano neuropsiquiátrico, dano moral, assédio moral, previdenciário, familiar e administrativo. Tornou-se perito das Justiças Federal e Estadual do Rio de Janeiro, atuou com vários advogados no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, e publicou vários artigos científicos e capítulos de livros, conquistando prêmio nacional por publicação científica na especialidade.

No caminho de seu Mestrado pelo IPUB, que incialmente pretendia que fosse pela Psiquiatria Forense, viu-se envolvido em pesquisas nosológicas utilizando como instrumento de pesquisa a métodos quantitativos aplicados à sociologia das ciências. Tal campo, integralmente novo para ele, levou-o a estudar filosofia e sociologia do conhecimento, teoria da comunicação, e história das ciências, inclusive no Brasil, passando por curso específico do Departamento de Filosofia da PUC e 360horas-aula na Casa Oswaldo Cruz, Departamento de História ligado à Fiocruz, em Manguinhos/Rio de Janeiro.

Mudanças institucionais levaram-no a mudar seu enfoque de estudos e pesquisas da Psiquiatria Forense para Pragmatismo e Nosologia, e, então, deste para o laboratório de Eletroencefalografia Quantitativa e Integração Sensório-Motora. Neste laboratório reencontrou-se com vários campos de interesse anteriores, integrados nos projetos de mestrado e doutorado pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ: 1) o tema da psiquiatria: risco e prevenção de acidentes de trânsito (sobre o que, anos antes, havia ministrado curso em meio a um curso maior de Especialização em Medicina do Trânsito, pela ULBRA), associado ao 2) tema do uso de métodos físicos no tratamento dos transtornos mentais – Estimulação Magnética Transcraniana – de que se tornaria um dos diretores da nascente Associação Brasileira de Estimulação Magnética Transcraniana – Associação Brasileira de Estimulação Cerebral; associados à 3) construção de instrumentos de mensuração de desempenho cognitivo e comportamental; associado ao uso da 4) Instrumentos Neuropsicológicos tradicionais empregados para validar um 5) programa de computador por ele desenhado que permitia medir o efeito da estimulação magnética transcraniana, usada num dos modos empregados para o tratamento das depressões, ao mesmo tempo em que media a 6) atividade eletroencefalográfica em diferentes áreas do cérebro, e assim 7) avaliar o risco potencial para a direção veicular após cada sessão de tratamento, bem como os fatores cerebrais envolvidos na geração ou atenuação destes riscos. Discutir os achados e conclusões desta pesquisa interessantíssima, infelizmente escapa ao enfoque do presente relato.

Concluídos Mestrado e Doutorado em Psiquiatria nas áreas de Eletroencefalografia Quantitativa e Integração Sensório-Motora, pelo IPUB-UFRJ, ingressou no Pós-Doutorado em Direito pela UERJ, em área da maior importância, de que o Brasil é profundamente carente, que é da Teoria da Prova aplicada ao campo da produção da Prova Técnica. Esta pesquisa segue em evolução.

Ao longo de toda sua trajetória profissional, um campo de interesses que nunca abandonou, e que sempre foi reconhecido pelos meios de comunicações e grande mídia, foi o encontro entre psiquiatria, saúde mental, cultura e modos de vida e organização social. Mesmo bem antes da trajetória de estudos humanista que só muito depois se seguiria.

Nos últimos anos, também por coisas do destino, viu-se o Dr. Sander Fridman como o psiquiatra de referência do sistema unimed para a área de psiquiatria da infância e adolescência, para toda a região metropolitana do Rio de Janeiro. Durante a faculdade de medicina, o Dr. Sander Fridman havia se dedicado à monitoria, ensino e pesquisa em Pediatria e Puericultura, mas sua caminhada profissional o havia levado para outros destinos, para décadas depois encontrar-se com seu passado num futuro de novas experiências. Sua experiência foi tão inesperada quanto gratificante, ao que parece, igualmente, para as famílias atendidas. Notar que a psiquiatria infantil sempre seguiu à reboque, com grande latência, as inovações da psiquiatria de adultos. Enquanto ali passaria mais rapidamente os avanços das novas atitudes em psiquiatria de adultos para as crianças por mim atendidas, nomeadamente, por meio de uma positivação de uma atitude mais neuropsiquiátrica, deixando para as psicoterapias fazerem seu bom trabalho paralelamente, de modo independente, somando e não sobrepondo contribuições.

No momento atual, o Dr. Sander Fridman dedica-se à psiquiatria de crianças, adolescentes, adultos, idosos e também a casais. No campo da psiquiatria forense, recebe clientes encaminhados por advogados que solicitam sua opinião sobre fatos técnicos que poderão ou não merecer um investimento na busca de direitos. Solicitam-lhe parecer preliminar para amparar a inicial, ou para produzir contrarrazões; quesitação específica para a resposta de peritos da justiça; impugnação de laudos ou de repostas a quesitas – especifica ou globalmente; fundamentação técnica para recursos e apelações; e até mesmo para acompanhar memoriais em sede de recursos – no sentido de inclinar a disposição do julgados em direção aos fatos enunciados pela prova, às vezes contrariamente à sua interpretação equivocada pelo magistrado.

Na sua trajetória, o Dr. Sander Fridman também cursou uma Pós-Graduação em Administração Hospitalar e de Serviços de Saúde, pelo convênio IAHCS-PUCRS. Muitos dos aprendizados dali foram assimilados com empolgação e integrados às práticas de psicoterapia e aconselhamento, como verdadeiro precursor daquilo que hoje se chama “coach”. Estudos em áreas de teologia, inclusive no exterior, complementaram sua capacidade de, às vezes, em poucas palavras, evocar os conceitos naturais constitutivos da alma das pessoas e seus valores, e mobilizarem para o que verdadeiramente tem valor para elas.

Marque agora mesmo uma consulta,na Rua Barão do Rio Branco, 261, sala 8, na Clínica do Dr. Ângelo Mason, ou telefone 51 3663 2755. Ele atende particular e Unimed.

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