Consequências – Por Jayme José de Oliveira

“Alguns se comportam com a corrupção como com as drogas: pensam que podem usar e parar quando quiserem. Porém a corrupção vicia e gera pobreza, exploração e sofrimento. E quantas vítimas desta corrupção difusa existem hoje no mundo. A corrupção constitui a estrada mais cômoda a ser percorrida, ao contrário de um estilo sério e compromissado, marcado pela honestidade, no respeito aos outros e na sua dignidade, que se configura áspera, com dificuldades a superar e muito esforço a dispender. O percurso da vida comporta uma escolha entre duas estradas: entre a honestidade e a desonestidade, entre a fidelidade e a infidelidade, entre o altruísmo e o egoísmo, entre o bem e o mal. Não se pode oscilar entre uma e outra porque se movem em lógicas diferentes. É importante decidir qual a direção tomar e seguir a escolhida sem esmorecer. Cumpre optar entre a lógica da corrupção, da cobiça e a honestidade. E assim fazendo nos transformamos em artesãos da justiça e abrimos horizontes de esperança”.

Homens como o Papa Francisco, Nelson Mandela, Martin Luther King, Mahatma Gandhi e outros tantos optaram pelo correto e ajudaram a impulsionar o mundo para um futuro em que a humanidade conviverá com a justiça, o respeito e em harmonia. É uma vereda plena de obstáculos, dos quais os mais árduos são os que nós mesmos construímos. O tempo que ainda decorrerá depende de nossos atos... mas um dia chegaremos lá.

A História do Brasil apresenta líderes que não tiveram pejo em seguira lei de Gerson: “levar vantagem em tudo”. Quem não lembra Ademar de Barros? O ex-prefeito da capital paulista e ex-governador de São Paulo, até hoje é lembrado pelo bordão: “rouba mas faz”. Entre o início de sua carreira como deputado estadual, em 1.934, e a cassação pelo regime militar, 32anos depois, ele colecionou feitos administrativos suspeitos de desvio de dinheiro público e muita polêmica. Mutatis mutandis, podemos admitir que não foi figura isolada no jogo político posterior.

Se atualmente o cenário se configura nebuloso, prenhe de acusações e com a Lava-Jato investigando, julgando e condenando, sem distinção de partidos, não seria demasia pedir aos atuais e futuros governantes que refletissem sobre as palavras do Papa e se sensibilizassem. Isso, sim, delinearia ao país um futuro mais tranquilo, não apenas na economia, mas, principalmente, na moral e na ética. E sem os sobressaltos que hoje nos afligem.

LEMBREM: O VOTO NÃO TEM PREÇO MAS TEM CONSEQUÊNCIAS.

P.S.: A coluna já estava redigida quando estrondou a decisão do ministro Teori Zavascki em acolher o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em apurar a existência de suposto acordo para barrar a operação Lava-Jato, além de investigara delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Avalizada pelo STF, acusa mais de 20 políticos do PT, PSDB e PMDB, incluindo José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e o presidente Michel Temer de terem recebido propinas. Acresceu à remessa de indiciamento do ex-presidente Lula, sua esposa Mariza e mais seis ao juiz Sérgio Moro. A prisão do ex-ministro Guido Mantega, acusado pelo empresário Eike Batista completou a enxurrada avassaladora.

Realmente, parece que não chegaremos tão cedo ao fundo do poço. Porém, os brasileiros até há pouco desesperançados ante a avalanche de “malfeitos”, desejam que as investigações continuem, sem leniência para NINGUÉM, até se completar a higienização da máquina pública.

papa-francisco

Jayme José de Oliveira  - Capão da Canoa - RS - Brasil

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