Cortes de 70% da verba do SUS entra em processo de extinção e preocupa especialistas

Suely Braga

Apesar da falta de recursos, das crises financeiras, da escassez de profissionais e de, problemas de financiamento, o Brasil conseguiu erguer em poucas décadas o maior sistema público de saúde do planeta, feito notável para uma Nação que tem dificuldades, para desenvolver políticas de longo prazo.

Agora há uma preocupação dos especialistas com os destinos do SUS. Ronaldo Pereira dos Santos, Presidente do Conselho Nacional de Saúde, afirma que o SUS corre o risco de não passar dos 30 anos.

Se a medida não for revista o investimento público despencará de 3,8% do PIB para menos de 1%. Será a morte do sistema estabelecido na Constituição de 1988, em razão da crise política, econômica, social e sanitária que vive o país. O problema será agravado pela aprovação da Emenda Constitucional nº 95, chamada de Tetos de Gastos, que vai congelar os dispêndios públicos por 20 anos.

Vai piorar uma situação já ruim, pois o Brasil gasta menos em saúde do que a maioria dos países da América Latina.

Por que o SUS é tão atacado?

O Brasil optou desde a Constituição pelo sistema universal, que tem por princípio a garantia de direitos. Agora a lógica da cobertura universal é outra. É garantir um pacote mínimo e nada mais.

Quem quiser outros serviços precisa procurar a iniciativa privada. Isto é considerar a saúde como mercadoria.

Apesar das dificuldades, o país resolveu problemas complexos como o do vírus da Zica em menos de uma ano. Não se pode negar a falta de profissionais. Um dos aspectos positivos do SUS é exatamente o desenvolvimento da indústria farmacêutica. Foi criado o maior programa de tratamento da AIDES do planeta.

O país é um dos centros globais de transplante de órgãos. Criou o SAMU.

Os meios de comunicação exploram constantemente os problemas, até para estimular o mercado. Os planos e os seguros são grandes financiadores da mídia. O que o mercado deseja é total liberdade para alimentar as planilhas. Por isso, ataca entre outras instituições a Anvisa.

O objetivo do governo golpista, sem votos é esvaziar a capacidade de elaboração de políticas públicas e privatizar a saúde, assim como quer privatizar a educação.

Comentários

Comentários