Delegado vai revisar investigação sobre menino Bruno e pode reabrir o caso

A insistência de uma mãe em busca do filho colocou o caso de Bruno Leal da Silva novamente na mira da Polícia Civil, 20 anos após o menino desaparecer na praia de Imara, no Litoral Norte.

Ao saber que a mulher enviou material genético para um banco de DNA internacional na esperança de localizar o filho vivo, o delegado de Imbé, Antônio Carlos Ractz Junior, decidiu revisar o inquérito.

Ao saber da tentativa de Devercina, o delegado mandou retirar o inquérito de caixas empoeiradas e convidou os pais de Bruno — Devercina e o marido, Nazareno — a irem até a Delegacia de Imbé. O encontro ocorreu na tarde da segunda-feira.

— Não trabalhei no caso, mas desde que cheguei aqui, em 2016, ouço falar do assunto. Vou ler o inquérito para conhecer o que foi feito e verificar se há algo a fazer. Vou revisar tudo e posso fazer diligências — disse o delegado a Zero hora.

A primeira medida adotada foi para garantir que o DNA dos pais seja testado também no Brasil. O delegado encaminhou o casal para coleta de saliva pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), e o material será enviado ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

O delegado também vai questionar o IGP sobre perícias feitas à época da investigação do caso. Em agosto de 1999, sangue foi encontrado no porta-malas de um carro usado pelo principal suspeito do sumiço, o instituto confirmou tratar-se de sangue humano e enviou a amostra para ser testada em Brasília.

O resultado acabou sendo inconclusivo — ou seja, não pode confirmar nem descartar a possibilidade de pertencer ao menino que desapareceu ao sair de casa de bicicleta. Ractz quer saber se esse material ainda está guardado.

Conforme o delegado, formalmente, não é possível falar em reabertura do caso, pois o inquérito foi arquivado pela Justiça. Só poderia ser reaberto se houvesse novas provas e desde que não tenha ocorrido prescrição.

— Quero analisar, ver se posso tomar depoimentos. Me emocionei com os pais e quero ter certeza de que todo o possível foi feito — disse Ractz a ZH.

As informações são de Zero Hora.

O caso

Bruno Leal da Silva, na época com nove anos, desapareceu no balneário de Imara, em Imbé, no dia 10 de julho de 1999.

O menino saiu de bicicleta para encontrar o pai em Atlântida Sul e nunca mais foi encontrado.

Uma pessoa chegou a ser presa suspeita do desaparecimento, mas foi solta pois não foi comprovada a sua participação

No dia que completou 20 anos do caso, sua mãe Devercina França Leal da Silva, publicou um texto emocionante, lembrando o fato.

“Hoje faz 20 anos que eu te espero meu filho, aonde você está que tanto te procuro e não te encontro 😭😭deus eu te suplico me ajuda, não deixa a minha fé fraqueja, deus me dá forças pra continuar não posso perder as forças,e a fé, deus tu sabe que neste momento só quero morrer de tanta dor, eu sei que não sou a única mãe que passa por está dor ,mas rezo por mim e por todas as mãezinhas que vive esta mesma dor 😭😭sabemos que vivemos em um país sem lei que tudo podo, como sempre me foi dito se não ter corpo não tem crime, será que se um dia algum filho de juiz, delegado, deputado, presidente,for roubado como nossos filhos foram tirados dos nossos braços, vai ter a mesma atenção como nossos anjinhos estão tendo, mas acredito no maior dos maiores juiz que se chama DEUS, deste nada passa 🥺um dia tudo será esclarecido por ele 😭eu nunca vou desistir eu te prometo meu pequeno eu não vou perder a fé a as forças 😢 enquanto eu tiver vida vou te procurar até te encontrar, eu não acredito que ninguém viu nada, alguém sabe sim, e está pessoa um dia vai falar, não vai conseguir viver com este sentimento de culpa, neste mundo ninguém está livre de acontecer a mesma coisa que aconteceu com nós 😭😭😭😭 hoje vivo assim meus dias vivo por minha família porque pra mim é só mais um dia, vivo em tratamentos pra tudo tomo remédios sem parar tenho vários doenças causadas por problemas emocionais, sem muita expectativa de vida”.

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