“Dourando a pílula” dos Agra – Sergio Agra

Na tarde de ontem eu intentei pesquisar o site do Tribunal de Justiça do RS para me colocar a par do andamento processual de inúmeras ações em que sou autor contra o Estado do Rio Grande do Sul. Uma dessas ações, acreditem, diz respeito à recomposição salarial em face das perdas que os servidores da Caixa Econômica Estadual tivemos quando da transposição das URV’s para o Real e que até hoje os “Capinhas-Pretas” do TJRS ainda retêm os autos em algum sórdido escaninho do Tribunal de Justiça. Já o petitório em causa própria de “Suas Excrecências”, em contrapartida, não apenas foi favoravelmente conhecido, executado, cumprido, mas imediatamente atualizados e pagos os milionários retroativos.

Como o site do TJRS estava momentaneamente indisponível, busquei o auxílio do “Dr. Google”, informando-lhe os dados para tanto necessários.

Para assombro, choque, susto e tudo o mais que se é tomado em tal situação, surgiu na tela do computador uma nordestina, de Recife, pela foto parecia ser ainda uma jovem mulher, cujo prenome por discrição omito, “Maricota” Lula da Silva Agra.

De imediato transportei-me para o terraço do Carlton Hotel, local da cerimônia de premiação do Festival de Cinema de Cannes, na França, onde participei do coquetel de abertura do Congresso Internacional de Advogados. Aproximou-se uma mulher, já madura, e mirando meu crachá foi logo perguntando, “Você é Agra, de onde?” Percebi, pelo sotaque, o que se confirmou em seguida, ser a colega congressista natural do nordeste, mais precisamente da capital pernambucana, como logo eu viria saber.

Com o mesmo desembaraço com que me questionou ela respondeu, “Fui casada com um Agra! É tudo louco! Alguns, inteligentes, mas todos loucos!”. Desnecessário dizer que o papo se encerrou naquele mesmo instante.

Agra! Todos loucos! Sim, inteligentes, alguns. “Loucos”, quase todos!Hoje acompanho o “voto da Relatora” pernambucana, ex-Agra!

Se alguma parentela me lê, o que duvido – sou-lhes persona non mui grata –, despreocupem-se primos, primas, periquitos, crocodilos, jararacas, etc. E, por favor, não alimentem mais o ressentimento que há tempo a mim devotam.

Eu mesmo sou portador do Transtorno de Somatização. É um transtorno em que a pessoa apresenta múltiplas queixas físicas, referentes a diversos órgãos do corpo, mas que não são explicadas por nenhuma alteração clínica. Geralmente são pessoas que buscam o médico com algumas queixas, e na avaliação do profissional e no resultado dos exames clínicos nada é detectado.

Na maioria dos casos as pessoas com Transtorno de Somatização apresentam ansiedade e alterações do humor, além de poderem apresentar impulsividade, o que é o meu caso, pois agora são exatamente 03h07min e eu aqui a dissertar sobre o meu susto ao encontrar a parente “Maricota” Lula da Silva Agra nas redes sociais.

Desligo de imediato o computador. Vá que me apareça uma “Maroca” Bolsonaro Agra. Alternativa outra não restará e concordar que minha parentela, não apenas a gaúcha, é de fato muito louca!

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