Estudante de Osório premiada na maior feira de ciências do mundo, virará nome de asteroide

Foto: Flávia Twardowski/ Arquivo Pessoal

A estudante gaúcha Juliana Estradioto, de 18 anos, egressa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Câmpus Osório, será nome de um asteroide.

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A oportunidade é dada para os vencedores que ficam em primeiro e segundo lugar em cada categoria da International Science and Engineering Fair (Isef), evento considerado a maior feira de ciências do mundo.

A jovem ficou em primeiro lugar na categoria de Ciências Materiais. O resultado foi anunciado na sexta-feira (17), no evento que ocorreu em Phoenix, no Arizona, Estados Unidos.

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A feira contou com a participação de mais de 1,8 mil estudantes de ensino médio de 80 países.

Juliana é egressa do Campus Osório do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e apresentou uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca da noz macadâmia para confeccionar uma membrana biodegradável, que pode ser utilizada em curativos de pele ou em embalagens, substituindo o material sintético. Além de ecologicamente correta, a membrana tem um custo mais baixo do que o material sintético, sendo também mais econômica.

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O trabalho foi desenvolvido enquanto Juliana era aluna do curso Técnico de Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório do IFRS, tendo orientação da professora Flávia Twardowski e coorientação do professor Thiago Maduro.

O credenciamento para participar da Intel foi conquistado durante a FeiraBrasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março de 2019, na Universidade de São Paulo (USP). Na ocasião, o projeto de Juliana conquistou o 1º lugar em Ciências Agrárias, o 2° lugar no Prêmio Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e também o Prêmio Destaque Unidades da Federação como melhor trabalho do Rio Grande do Sul. O título da pesquisa é “Catchpooh: Aproveitamento de Resíduos para Biossíntese de Celulose e Confecção de Embalagem”.

No ano de 2018, Juliana recebeu o prêmio de Jovem Cientista nacategoria Ensino Médio, com o projeto “Desenvolvimento de um filme plástico biodegradável a partir do resíduo agroindustrial do maracujá”, também desenvolvido no Campus Osório do IFRS. Essa foi a terceira vez que a estudante participou da Intel e o trabalho dela foi o sétimo trabalho coordenado pela professora Flávia Twardowski que participa do evento.

Saiba mais sobre o projeto

O consumo da noz macadâmia e o uso em produtos cosméticos e de higiene está em crescimento nos mercados brasileiro e internacional. No entanto, o processamento da noz gera 75% de resíduos, que acabam indo para os aterros sanitários orgânico ou são queimados para produção de energia. Já os polímeros sintéticos (como plásticos e borrachas) não são biodegradáveis e nem sempre são recicláveis.

Juliana transformou a casca da noz macadâmia em farinha. Essa farinha, em meio de cultivo com outros nutrientes, serviu de alimento para microorganismos, os quais produziram as membranas. Essas são compostas de celulose e possuem características (como flexibilidade e resistência) que permitem a utilização em curativos para pele queimada ou para machucado. Outro uso possível é na elaboração de embalagens para o recolhimento de fezes de cachorro, em substituição ao plástico.

Assista ao vídeo sobre o projeto apresentado na Febrace

Foto: Flávia Twardowski / Arquivo Pessoal

 

 

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