Estudantes de Osório conquistam premiações na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) conquistou sete premiações na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

O IFRS teve quatro trabalhos selecionados para a Febrace 2018, resultados de pesquisas desenvolvidas nos campi Osório e Caxias do Sul. No total, foram expostos na Febrace, no período de 13 a 15 de março, 346 projetos desenvolvidos por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares do País, selecionados entre os mais de 2.250 trabalhos inscritos.

Duas pesquisas do IFRSforam triplamente premiadas. “Detecção de drogas ansiolíticas em bebidas alcoólicas adulteradas” recebeu o primeiro lugar na categoria Ciências Exatas e da Terra da Febrace 2018; além doprêmioIntel ISEF (International Science and Engineering Fair) e premiação da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (FETECMS).

Dessa forma, será apresentada nos dois eventos, em Pittsburgh (Estados Unidos) e no Mato Grosso do Sul. O trabalho foi desenvolvido pela estudante do Campus Osório do IFRS Isabela Dadda dos Reis, com a orientação da professora Flávia Twardowski e coorientação do professor Claudius Jardel Soares, do Campus Osório. A aluna desenvolveu um mecanismo colorimétrico para detecção de certos tipos de drogas em bebidas alcoólicas adulteradas (drogas benzodiazepínicas).

A partir dos resultados da pesquisa, foi possível desenvolver um protótipo portável, de fácil utilização e baixo custo, o qual passará agora por novos testes e melhorias. Cabe acrescentar que o Campus Osório do IFRS levará ainda outro trabalho para a Intel ISEF 2018. A pesquisa “Tratamento de efluentes têxteis através de resíduos agroindustriais provenientes do Litoral Norte gaúcho”, da estudante Juliana Davoglio Estradioto, com orientação da professora Flavia Twardowski,conquistou o credenciamento para a Intel como premiação da Mostratec 2017.

Também recebeu três premiações na Febrace 2018 o projeto “A microbiota autóctone como solução para impactos ambientais e reaproveitamento dos resíduos do tratamento de água”. Esse conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas da Febrace; e os prêmios da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular; e Feira de Ciências do Semiárido Potiguar, e será apresentado neste evento no Rio Grande do Norte.

A pesquisa foi desenvolvida pelo estudante do Campus Osório do IFRS Pedro Otávio Ferri Burgel, com orientação da professora Heloísa Bressan Gonçalves e coorientação da professora Flávia Twardowski.

O objetivo foi viabilizar o reaproveitamento do lodo gerado em estação de tratamento de água, após o processo de biorremediação (que, a partir do uso de organismos vivos, reduz contaminações ambientais), empregando-o em cerâmica. Constatou que a microbiota do lodo é eficiente na biodegradação de matéria orgânica e capaz de remover o ferro, sendo, portanto, um potencial agente para tratar ambientes impactados. Ou seja, o lodo oriundo de estações de tratamento de água pode ser aproveitado na incorporação em cerâmica, reduzindo esse resíduo no ambiente. A inovação foi a biorremediação do lodo antes de incorporar na cerâmica, aumentando sua qualidade. Junto com isso, percebeu-se que os microrganismos que degradam a matéria orgânica vivem em concentrações elevadas de ferro, e provou-se que são ferro tolerantes.

O trabalho “Linguística computacional e jornalismo: Análise de reportagens de capa” recebeu o Prêmio Feira de Iniciação Científica Antônio Ayroso, e será levado a esta feira, em Santa Catarina. A pesquisa é dos estudantes Leonardo Pereira dos Santos e Diulia Justin Deon, do Campus Osório do IFRS, com a orientação de Larissa Astrogildo de Freitas e a coorientação de Alexandre Ricardo Lobo de Sousa.

Visou analisar reportagens de capa publicadas no primeiro semestre de 2017 pelas quatro maiores revistas semanais de informação geral do Brasil (CartaCapital, Época, IstoÉ e Veja), a partir da construção de indicadores de posicionamentos (que mapearam a frequência e a localização de determinados termos utilizados nas capas) por meio da linguística computacional. Esses indicadores revelaram como as publicações recortam a realidade e constroem discursos, apontando princípios ideológicos implícitos na valorização de determinado vocabulário, de imagens expressivas ou mesmo de abordagem.

Também foi selecionado para a Febrace 2018 o trabalho “Os impactos socioambientais do cultivo e consumo do tabaco no Sul do Brasil”, dos estudantes Julia do Amaral Faé e Eduardo Barcarol dos Santos, com orientação da professora Alexandra de Souza Fonseca e coorientação da professora Marília Sene de Lourenço, do Campus Caxias do Sul do IFRS.A pesquisa se deu em três fases: estudo da manipulação de recursos ambientais para o plantio do fumo e a possível contaminação desses recursos por produtos químicos; observação das condições de vida dos agricultores expostos às substâncias químicas; e análise dos efeitos do consumo no organismo humano.

O IFRS

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) é uma instituição federal de ensino público e gratuito. Conta com cerca de 19 mil alunos e mais de 200 opções de Cursos Técnicos e Superiores de diferentes modalidades em vários municípios do Estado. Oferece também Cursos de Pós-graduação e dos Programas do governo federal.

O IFRS atua com uma estrutura multicampi. Possui os campi de Alvorada, Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Farroupilha, Feliz, Ibirubá, Osório, Porto Alegre, Restinga (Porto Alegre), Rio Grande, Rolante, Sertão, Vacaria, Veranópolis e Viamão. Entre seus objetivos está promover a educação profissional e tecnológica de excelência e impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões.

Foi criado em 29 de dezembro de 2008, pela lei 11.892, e pertence à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. A Reitoria está localizada em Bento Gonçalves. Saiba mais no endereço eletrônico www.ifrs.edu.br.

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