Falar é a melhor solução! – Psicóloga Marisele Souza

Estamos em Setembro, mês de prevenção do suicídio. Mês dedicado ao conhecimento, com a ideia de quebrar o preconceito e o Tabu sobre suicido, e o envolvimento de todos para prevenir novos casos. E importante, toda pessoa pode contribuir para a prevenção, não sendo exclusivo apenas para profissionais da saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um brasileiro a cada 45 minutos e uma pessoa a cada 45 segundos morre por suicídio em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, sendo superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Além de notificações de pessoas que tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio, tornando-se assim, um problema de saúde pública.

Existem fatores de risco para o suicídio. São os transtornos mentais e de humor, como a depressão, bipolaridade, esquizofrenia, síndrome do pânico, abuso de álcool e drogas. E/ ou situações momentâneas como crises familiares, de relacionamento, financeira e profissional.

Sendo importante observar comentários, vontades, mudanças de comportamento das pessoas próximas que possuem algum Transtorno mental ou que estão passando por conflitos em sua vida. Essas pessoas podem apresentar sinais de que estão pensando, ou já estão mais além, no planejamento de como realizará o suicídio e essas pessoas podem não ser claras, não pedindo ajuda declaradamente.

Pode usar frases como “eu preferia estar morto”, “eu sou um perdedor e um peso para os outros”, “os outros vão ser mais felizes sem mim”, “queria poder viajar e nunca mais voltar”, “queria sumir”, “queria dormir e não acordar”. Abandonam alguma atividade que gostam muito sem substituição por outro, deixam de cuidar de sua saúde, higiene e aparência ficando mais desleixados. Procuram o isolamento, evitando sair e encontrar pessoas, mesmo as mais próximas. Mudanças de comportamentos, antes era comunicativo e agora está mais quieto ou vice-versa, e humor alterado horas felizes exageradamente e/ou triste.

Por isso, é muito importante a atenção e boa observação com as pessoas a nossa volta, pois podem estar pedindo ajuda sutilmente e não estamos percebendo. Procurar escutar, sem julgar e tentando compreender é um grande passo e valiosa ajuda para quem está sofrendo. Não deixando de destacar, a importância de avaliação e tratamento adequado com profissionais capacitados, psicólogo e psiquiatra.

Vamos olhar mais para o lado e ouvir mais as pessoas!

Psicóloga Marisele Souza

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