Freud e a liberdade – Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

PONTO E CONTRAPONTO – por Jayme José de Oliveira
“Por mais brilhante que sejas, se não fores transparente, tua sombra será escura”

FREUD E A LIBERDADE

“Para quem se agarra à palavra liberdade como um mastro cultural ou um farol, Freud pode ser uma ducha desagradável. Em “Mal-estar na Civilização” ele foi contundente: “A liberdade do indivíduo não constitui um dom da civilização.Liberdade total equivale à ausência da civilização”. A civilização exige normas regulatórias que limitam a liberdade para superar a barbárie.

O Estado, ao impor leis que permitem a convivência pode se tornar bárbaro e opressor. Sem ele, porém, a barbárie é certa. Vivemos à volta do embate entre a liberdade e a segurança, por exemplo. Nem todo o comportamento é admissível, a liberdade individual não pode ultrapassar os limites impostos pela coletiva.

Cada sociedade adota os freios para enfatizar os limites entre o válido e o inválido, entre o legal e o ilegal. Esta equação tem a elegância de uma fórmula de Einstein e a finalidade de reduzir a desigualdade”.

Constituição Federal: Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

A qualquer pessoa que tenha demasiado apego às coisas materiais eu aconselharia: por favor, não se meta em política porque vai causar muitos danos a si mesmo e ao próximo.

Ante a tentação da corrupção, não há melhor antídoto que a austeridade e a austeridade é praticar com o exemplo. Peço-lhes que não subestimemos valor do exemplo porque tem mais força que mil palavras, que mil panfletos, que mil vídeos no YouTube. O exemplo de uma vida austera a serviço do próximo é a melhor maneira de promover o bem comum. (Papa Francisco)
Parecem duras as palavras de Sua santidade. E são.

Considerando que a Política significa algo relacionado com grupos sociais que integram a Polis (Cidade, Estado), que tem a ver com a organização, direção e administração das Nações e Estados, deveria ser o objetivo máximo dos cidadãos fazer parte influente do seleto grupo que dirige a vida da população.

No início o Patriarca geria o seu grupo e exercia o poder absoluto, inclusive sobre a vida e a morte (lembremos Abraão que estava em vias de sacrificar seu filho Isaac).

Gradualmente os aglomerados humanos foram se expandindo e se tornou impositiva a delegação de poderes a pessoas indicadas por consenso – na Grécia a Democracia teve o seu alvorecer -, por herança, nos regimes onde o Rei, Príncipe ou similar era sucedido pelos filhos (as) e exercia poder absoluto.

“A Democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras”. (Winston Churchill) Subentende-se que a Democracia necessita ser exercida com probidade ou se degenera e assume os piores contornos das ditaduras.

É neste conceito que se inserem as palavras do Papa Francisco.

O Brasil não está “imunizado” de arroubos detestáveis, inclusive nos períodos mais próximos e o que nos deixa mais desamparados é o fato de quando uma facção foi substituída pela oposta, trocamos seis por meia dúzia.

A maioria dos brasileiros não compactua com a corrupção e comprovou não reelegendo, em 2018, o grupo que dominava a política nos mandatos anteriores. O maior incentivador para defenestrar os que estavam assentados no poder foi o descalabro financeiro e econômico, que catapultou a dívida oficial de R$ 852 bilhões (acumulada em 180 anos, desde a Proclamação da Independência) para R$ 4,25 trilhões (em 16 anos).

E abateu-se sobre o planeta Terra a Covid-19.

No início não lhe foi dada a importância devida e a MORTE exibiu sua horrenda face com toda a sua desfaçatez. No Brasil já ultrapassamos 250 mil vítimas fatais, no planeta já passou de 2 milhões, segundo balanço da Universidade Johns Hopkins.
Laboratórios de toda a parte produzem vacinas – não interessa aqui a origem, nacionalidade ou o que mais seja – e a batalha contra a pandemia está declarada e a Esperança ressurge. VENCEREMOS.

O que não pode continuar, sob nenhuma hipótese, é continuarmos a deter a expansão desta peste com fármacos sabidamente ineficazes. Cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina devem ter seu destino redirecionado para o tratamento da maláris, amebíase hepática, lúpus. Sarcaidose, porfiria cutânea…

Chega de usar contra a Covid-19, onde, além de ser ineficaz tem efeitos colaterais graves, muitas vezes fatais.

BASTA!

VACINA JÁ!

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião
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