Helio Bogado (Plotter), fala sobre seu livro “Eles querem meu sangue”

Como surgiu a ideia de lançar um livro? A idéia de fazer o livro surgiu numa plenária da FRACAB, Federação Riograndense de Associações Comunitárias e de Moradores de Bairros, onde fiz um pequeno relato de algumas intervenções comunitárias que fizemos. Boa parte desacreditou e outros incentivaram a colocar esta história no papel, portanto, como já tenho três filhos e já plantei algumas árvores na vida, faltava escrever o livro.

E o slogan, "Eles querem meu sangue"? A gurizada que acompanha o meu dia a dia, sabe que nos momentos mais tensos do enfrentamento em defesa da água pública, a música do Cidade Negra, muitas vezes se tornou um hino, nas confraternizações e resenhas , sempre vinha este som: Se eles querem meu sangue...terão o meu sangue..só no fim ...e se eles querem meu corpo...só se eu estiver morto só assim...”

Para alguns pode parecer pesado o título, mas a vida foi dura comigo e o título retrata uma realidade que eu e minha família passamos por ter colocado a cara a tapa em busca do bem comum

O que será abordado nesta obra? Justamente o relato deste enfrentamento, para restabelecer a legalidade da distribuição da água no Distrito de Atlântida Sul, que teve entre outros desdobramentos, um pedido de cassação do ex-prefeito Romildo Bolzan JR, e o recurso junto ao Conselho do Ministério Público que culminou no afastamento do caso de dois promotores. O livro não é uma obra de ficção, são fatos que aconteceram e que temos condições de provar através de documentos, que serão anexados no livro.

Alguns políticos da cidade talvez sejam um dos mais ansiosos para verem como serão ilustrados nas páginas do livro, não é mesmo? Existe uma máxima, que “quem não deve não teme”, o livro é um relato de uma história real, não tem o objetivo de atacar ninguém, muito menos de fazer auto promoção, é apenas um relato de um líder comunitário, que juntamente com sua comunidade e a Associação Comunitária, conseguiu com muita luta, conquistas em prol da comunidade.

Os políticos da cidade, com o tempo já conhecem minhas características, bem como toda a imprensa. Só pontuo o que posso provar, mas sabem que sou um cidadão que faço também o meu papel de fiscalizador, que muitas vezes deveria ser feita por autoridades que recebem para fazer, mas que sofrem de umas piores síndromes. A Síndrome do Noé...(NÃO É COMIGO)

Quando a obra será lançada? Dia 15 de novembro, na Associação Comunitária de Atlântida Sul, às 20 horas.

Deixe um recado final. O recado que deixo para a comunidade, é que o momento de se fazer uma revolução, para isto não precisamos pegar em armas de fogo e sim utilizar nossa principal arma na democracia, que é o título eleitoral.

O nosso maior desafio é tirar do papel e das redes sociais nossa indignação e colocar em ações, é preciso ter coragem para romper com este sistema falido, onde um deputado recebe mais de 30 mil reais, enquanto um professor não tem a tranqüilidade de dar aula, pois em certos momentos, está preocupado, como vai fazer para fechar as contas do final do mês.

Não existe outro caminho, a não ser a base da sociedade se apropriar da boa política e se tornar protagonista deste processo. Os políticos não vem de Marte e não brotam do chão, são frutos da nossa sociedade, precisamos acreditar nos cisnes pretos, mesmo que nunca na vida tenhamos visto um...

Precisamos sonhar juntos, mas precisamos de ações, tijolinho por tijolinho, é necessário construir um projeto para novas gerações.

É preciso dar o primeiro passo, avante. No mais, Desejo a todos, tudo em dobro, do que me desejam... Um agradecimento especial ao Portal Litoralmania, por conceder este espaço democrático para dialogarmos com o litoral. Beijo do Gordo.. Plotter Neles.

 

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