Policiais civis da Delegacia de Polícia de de Mostardas, coordenados pelo delegado André Lorbiecki, prenderam nesta quinta-feira (10), um homem em flagrante pelo crime permanente de receptação,  e a busca e apreensão de um adolescente por tráfico de drogas. Eles são investigados por extorquir uma pessoa em mais de R$ 6 mil, além de uma motosserra, um carro e uma motocicleta.  

Com base nisso, foi concedida a prisão preventiva do preso e, a partir de então, manteve-se contato com a vítima, que afirmou ter sido procurado por outra pessoa de alcunha Alemão da Vila Joia, querendo que passasse para seu nome a moto extorquida, pois assim garantiria que o preso e o apreendido, parariam definitivamente de extorqui-lo, pois tal tipo de crime chamava muito a atenção da polícia.

Recebida a informação pelos policiais de que Alemão estava em Tavares pressionando o proprietário a transferir os registros da moto e do veículo para seu nome, usando o carro para cobrar dívidas do tráfico na cidade, os agentes tentaram realizar a prisão de Alemão e seus comparsas no local. Como os suspeitos não foram encontrados em Tavares, foram realizadas diligências na Vila Norte, sendo encontrada a moto e Alemão na casa de uma mulher, conhecida por hospedar membros de facção.  Alemão foi preso em flagrante pelo crime permanente de receptação.

Segundo o delegado Lorbiecki, ficando comprovada a existência dos crimes de receptação, extorsão e indícios suficientes da autoria, mostra-se que a prisão preventiva é medida que se faz necessária. “Primeiramente tendo em vista a garantia da ordem pública, abalada pelo crescimento das facções criminosas nas pacatas cidades de Mostardas e Tavares, que agora passaram a extorquir dinheiro e bens de vítimas com recursos que observam serem frágeis psicologicamente”.

O delegado observa que a facção presumiu que a vítima não procuraria a polícia tanto por medo das graves ameaças contra sua integridade física, quanto de seus familiares, especialmente um avô de 84 anos, também por receio de ser responsabilizado criminalmente por ter armado incriminações e ameaças a um desafeto anos atrás.

Como a vítima teria aceito pagar valor para um comparsa do homem preso por extorsão, nos referidos crimes, para pagar advogado, o investigado enxergou na vítima a oportunidade de obter valores facilmente e foi aos poucos solicitando pequenos valores que evoluíram para maiores, passando a extorquir grandes somas, bem como veículos, dizendo que mataria a ele e a sua família.

Quando percebeu que não obteria mais vantagens, trouxe para a ação um adolescente, reconhecido traficante da facção que passou a procurá-lo para extorquir somas ainda maiores com a justificativa que havia passado a ser uma espécie de fiador das dívidas.

Com medo das ameaças e vendo que não teria fim as extorsões, acabou a vítima fugindo para outra cidade, passando a ser pressionado por Alemão, para que passasse a moto para seu nome, pois assim então as extorsões cessariam, o que com certeza não aconteceria.

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