Foto: Warley de Andrade/TV Brasil © Warley de Andrade/TV Brasil

Pesquisadores identificaram a nova linhagem do coronavírus Sars-Cov-2 no Rio Grande do Sul, além de uma variante autóctone do vírus.

O estudo é do Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e vai ser publicado na próxima semana.

A variação é a mesma identificada no Rio de Janeiro no final do ano passado, em que se estuda possibilidade dela gerar uma mutação em uma região chave para a formação de anticorpos específicos, o que facilitaria casos reincidentes.

O grupo de pesquisadores ainda está finalizando a análise do genoma completo das 92 amostras virais de circulação recente no RS.

Sobre a nova linhagem que está surgindo no Rio Grande do Sul, os pesquisadores ainda não sabem quais complicações pode gerar. Os dados foram coletados no início de dezembro, em pacientes do Vale do Sinos, a 50 km de Porto Alegre.

Os pesquisadores não identificaram alterações no quadro clínico dos pacientes infectados pela nova variante do vírus, nem se essa linhagem tem maior ou menor transmissibilidade.

A decisão de divulgar os resultados preliminares visa alertar as autoridades sanitárias, visto que os estudos e, inclusive, eventuais dispersões da Covid-19, são extremamente importantes para a segurança de todos.

Brasil registra primeiro caso no mundo de reinfecção da covid com variante do vírus

Pesquisadores do Instituto D´Or diagnosticaram uma paciente reinfectada com o novo coronavírus (covid-19) na Bahia.

A diferença de outras reinfecções, está no fato de ter sido o primeiro caso do mundo de alguém infectado novamente com a mutação denominada E484K.

A paciente tem 45 anos, e foi infectada uma vez em maio e outra em outubro. Nos dois episódios, a paciente não apresentou evolução para quadros mais graves.

A reinfecção foi confirmada por meio de teste laboratorial RT-PCR.

Essa variante do novo coronavírus foi encontrada originalmente na África do Sul. Ela já havia sido identificada em um paciente no Rio de Janeiro. Mas foi a primeira vez em que apareceu em uma reinfecção.

Segundo os pesquisadores do Instituto D´Or, essa reinfecção tem sido vista com preocupação, pois traz alterações que podem criar obstáculos à ação dos anticorpos para o tratamento dos pacientes com o vírus.

“A descoberta serve de alerta e reforça a necessidade de manutenção das medidas de controle da pandemia, com distanciamento social e a necessidade de acelerar o processo de vacinação, para reduzir a possibilidade de circulação desta e de possíveis futuras linhagens que, ao acumular mutações, podem vir a se tornar mais infectantes, inclusive para indivíduos que já tiveram a doença”, alerta o pesquisador do instituto Bruno Solano.

O episódio foi analisado pelo Instituto D´Or em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O estudo foi registrado pelos pesquisadores do instituto em um artigo científico.

O texto foi submetido à revista científica Lancet Infectious Diseases, periódico acadêmico renomado internacionalmente e que tem sido espaço de lançamento de diversos estudos sobre a pandemia.

Com informações da Agência Brasil

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