Imprensa e democracia – Jayme José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

A imprensa deve ser independente mesmo que desagrade seu público contumaz. Isso precisa ficar bem claro para todo o mundo. A imprensa deve ser isenta o máximo possível, mas não deve ser “inofensiva”. Apontar falhas ou descaminhos é uma das características do jornalismo independente e isto não significa que é feito para “incomodar”, é feito para informar os fatos, para elogiar ou criticar. Não deve espargir elogios constantes nem extrapolar no ataque e na crítica contumazes. Os exageros devem ser evitados a fim de que a credibilidade não sofra arranhões.

É preciso reconhecer que a imprensa errou neste último ciclo eleitoral. A proliferação de fakes obnubilou um ambiente que deveria primar por nos fazer vislumbrar uma luz na fímbria do horizonte e nos fazer acreditar que a política do “quero o meu” e do “levar vantagem em tudo”, mesmo que em detrimento do bem-estar de todos é coisa do passado. Isso não ficou evidente. “Coisas do futuro” deveria ser o prenúncio de que, afinal, a honestidade, a solidariedade e o trabalho profícuo e tudo que pode nos catapultar para uma vida melhor é uma realidade e não miragem ilusória.

Podemos e devemos pavimentar uma estrada asfaltada para nossos descendentes, isso eles merecem e é nosso dever. Para tanto, questiúnculas que proliferam e turvam o ambiente devem ser exorcizadas. Os políticos,TODOS (se não todos, a maioria) precisam se conduzir e legislar pensando nas futuras gerações, deixando as próximas eleições em segundo plano. Ao fim e ao cabo TODOS, inclusive os dirigentes da nação alcançarão objetivos perenes.

Frei Betto,conhecido por suas predisposições políticas disse certa vez e acertou em cheio: “Existem três verdades, a sua, a minha e a verdade verdadeira; nós dois, juntos, devemos buscar a verdade verdadeira”. Ele sabia que “Uma mentira pode dar a volta ao mundo enquanto a verdade ainda calça os sapatos” (Mark Twain).

Acabar de vez com a predisposição de “Em questões de Estado, cuide das formalidades e pode esquecer a moralidade” (Mark Twain) é caminho seguro para o descalabro.

Acreditamos que o nosso sistema de emoções sociais deve adjudicar um egoísmo bastante para termos sucesso como indivíduos, mas altruístas o suficiente para conseguirmos pertencer a um convívio social harmônico.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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