No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o Psiquiatra Rubens Rodrigues fala sobre o Setembro Amarelo

Em Osório, você encontra na Clínica Integrada – Medicina e odontologia,  o psiquiatra Rubens Rodrigues.

Para marcar uma avaliação com a profissional, basta ligar (51) 3601-0455 ou ir diretamente na Clínica Integrada, na Rua Major João Marques, 909, em frente a Escola Nehyta Ramos.

Neste mês, está ocorrendo o setembro amarelo, na prevenção do suicídio. O profissional fala um pouco mais sobre a campanha.

O Setembro Amarelo* é uma campanha mundial, liderada no Brasil pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Conselho Federal de Medicina com o objetivo de prevenção do suicídio.

O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

https://www.setembroamarelo.com

A ABRATA (Assiciação Brasileira de Familiares e Amigos de Portadores de Transtorno de Humor) em parceria com o CVV (Centro de Valorização da Vida) também criou uma campanha de prevenção da Depressão, chamada:

“Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu”.

https://www.abrata.org.br/depressaosemtabu

O CVV oferece um telefone para apoio que atende 24h por dia: 188.

Por quê prevenir o suicídio?

Ocorrem 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. A frequência vem aumentando, principalmente entre os jovens. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. A cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida.

O suicídio está entre as três maiores causa de morte entre pessoas com idade entre 15-35 anos. A maioria das pessoas que cometeu suicídio tem um transtorno mental diagnosticável.

Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a Depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

É possível prevenir o suicídio?

Sim, de diversas maneiras. Mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A Depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas.

O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da Depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país.

Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes. O primeiro passo é ver a Depressão como uma doença que pode e precisa ser tratada e não adiar o tratamento.

Dados da Organização

Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de Depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões
de brasileiros.

Como detectar se uma pessoa está com Depressão?

Sentir tristeza é normal, as frustrações da vida sempre trazem alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma Depressão. A tristeza normal é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.

O sofrimento se torna patológico quando começa a causar real prejuízo afetando as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. É importante entender que a Depressão é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui cuidados psiquiátricos e psicológicos, uso de medicamentos quando indicados e modificações no estilo de vida e aprendizado de novas formas de lidar com os problemas da vida.

Quais são os principais sintomas da Depressão?

– Sentir tristeza e desânimo durante a maior parte do dia, diariamente;

– Perder o interesse em atividades rotineiras, inclusive as que lhe são prazerosas;

– Alteração do apetite para mais ou para menos com perda de peso ou ganho de peso;

– Dormir demais ou de menos, sono interrompido ou despertar precoce;

– Sensação de cansaço ou fraquesa na maior parte do tempo;

– Sentimento de inutilidade, culpa excessiva, desesperança e pessimismo;

– Sentir-se irritado e sem tolerância o tempo todo;

– Sentir dificuldade em se concentrar, tomar decisões ou lembrar-se das coisas;

– Ter pensamentos freqüentes de morte e suicídio

Superando o Preconceito

A Depressão não é um “estado de espírito”, nem “falta de fé”, nem “fraqueza”, nem “preguiça”. É uma doença como tantas outras. Quem tem Depressão também conta piada,
posta fotos bonitas nas redes sociais, viaja com a família. O sofrimento pode estar lá, mas não pode ser visto, porque a pessoa procura esconder isso dos outros. Não se pode deixar levar pelas aparências, se a pessoa está sofrendo e eventualmente até pensando em suicídio, ela necessita ajuda especializada de um profissional de saúde habilitado.

Infelizmente a Depressão ainda é tabu e principalmente por isso ainda é uma das grandes causas de suicídio. Devido ao preconceito muitas pessoas deixam ou custam muito a buscar ajuda. Sabe-se que cerca de 60% das pessoas que cometeram suicídio nunca consultaram um profissional de saúde mental.

O fato de estar em tratamento reduz substancialmente o risco de que a Depressão se agrave a ponto de resultar em suicídio.

*Por quê “Amarelo”?

A cor da campanha foi adotada por conta da trágica história que a inspirou. Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo.

Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike, e a mensagem foi se espalhando pelo mundo afora.

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