Numa noite estrelada – Nilton Moreira

A fronteira para nossos olhos físicos é o espaço a noite. É lógico que nossos olhos conseguem ver até certo limite, embora já existam equipamentos sofisticados como telescópios que permite aos cientistas da área enxergar muito além do olho nu, mas a maioria de nós não possui aparelhagem, então se contenta em admirar a Criação que é tão bela numa noite estrelada.

Para quem mora em locais ermos, com mínimo de luminosidade artificial, pode observar à noite o firmamento e constatar que existe grande movimentação no espaço. Deixando de lado as aeronaves que cruzam o céu e que são identificadas por piscarem luzes de segurança, vemos um ir e vir de quantidade razoável de satélites e sondas e outros corpos celestes. Às vezes um atrás do outro há poucas distâncias para nós.

Esse desfile de tecnologia que tem muito a ver com trabalhos de pesquisas e até espionagem está por toda parte a nos vigiar, e não sabemos até que ponto. É bem provável que neste momento que estou escrevendo e em outro momento vocês que estão a ler, estejamos sendo observado por um desses monstros do espaço, e apenas o dono do equipamento e pessoas a ele ligadas sabem o objetivo de tal monitoramento.

Então já não precisamos entrar no campo filosófico para saber que estamos a todo o momento sendo observados e que nosso comportamento não é mais segredo. O sigilo já não existe, e chegamos à conclusão de que o sensitivo americano Edgar Cayse teve razão quando há muitos anos disse: “somos aquilo que pensamos”, pois já não conseguimos mais nos esconder nem dos encarnados.

Mas a espiritualidade também nos monitora isto muito antes do homem aprimorar a tecnologia, pois a literatura nos da conta que o plano espiritual é bem mais sofisticado e está além do nosso tempo em conhecimento e tecnologia e o existente aqui na terra física é mera cópia da fluídica.

Certamente os cientistas sabem bem mais do que o divulgado, mas não nos informam em razão de segurança, pois a maioria de nós não está preparada para receber informações tecnológicas que vão além da nossa capacidade de entendimento. Costumamos acreditar apenas no que os olhos da matéria podem ver, mas existe muito mais “além do horizonte” como diz o poeta.

Chico Xavier, que publicou milhares de livros nos proporciona a explicação de como é o mundo espiritual, e vemos que toda a tecnologia que transita quando lançamos o olhar ao espaço a noite, está bem mais próxima do plano espiritual, a exemplo também das transcomunicações instrumentais. Observemos a evolução tecnológica numa noite estrelada e tiremos nossas conclusões.

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