O bolorento “poder popular” gostou tanto que… – Sérgio Agra

O BOLORENTO “PODER POPULAR” GOSTOU TANTO QUE…

…leu e repetiu a leitura dos meus dois últimos artigos publicados nesta inoxidável, impagável, inimitável, porém jamais influenciável coluna de Litoralmania. Na próxima, prometo, irei desenhá-los (os artigos, os textos, ficou bem entendido?), e colori-los como as bandeirinhas das festas juninas dos quadros do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi (são lindas, suaves e fáceis de serem admiradas, acreditem!). Assim tenho certeza, mesmo os disléxicos poderão entendê-los ante a clareza cristalina como se meus textos as água da Corsan fossem. (Será que não corro o risco de contrair toxoplasmose?).

Ante o irrecusável convite a mim feito por Rogério Bernardes, Diretor/Editor de Litoralmania, aqui estreei no dia 27 de agosto de 2007. Em dezembro de 2014 decidi-me por um período sabático, quando então retornei em fevereiro de 2019.

Em que pese a coincidência com o quatriênio legislativo, não ocupei cargo algum em nenhuma das três esferas governamentais, não sou investigado pela Operação Rodin, menos ainda pela Lava Jato. Aos que me não conhecem, este tempo sabático fora um buscar, um encontro mais pessoal comigo mesmo, um tempo para descobrir outras atividades, no caso, a escrita do romance “Balada para um Andarilho — 1954 — 1984”.

Na fase 1 de colunista de Litoralmania — não enumerei quantos foram os textos — contabilizei os mais diversos caracteres de comentários dos leitores que precediam a cada crônica. Claro que os elogios inflam o nosso ego. Dissimulado aquele ou aquela que afirmar o contrário! No entanto, com o passar do tempo, percebi o leitmotiv que me impulsionava a escrever cada vez mais: a polêmica, o contraditório.

Muitas foram as discordâncias, fundamentadas, na sua maioria, com inteligência, coerência e, sobretudo, com dialética atualizada dos oponentes, anos-luz de distância dos discursos vazios e bolorentos do meado do Século XX que ainda se lê e se percebe bem próximos, apesar de fazermos uso do “binóculo”.

Na fase 2, a atual, senti falta das “pauladas”, das porretadas “d’antanho” (vai um licorzinho seliquatumParnasiamscholae*?). Entendi vital acender a “fogueira” e me permitir chamuscar, porque quem brinca com fogo se arrisca a sair torrado, o que, sem dúvida, é desagradável e vexatório desfilar com os fundilhos fumegantes. Ressalve-se que, neste caso, em nada se assemelha com o “filosófico” pensamento da última “impichada”: — “Não acho que quem ganhar ou quem perder não quer ficar na chuva, nem quem ganhar nem quem perder quer ficar lá dentro pra não se molhar na chuva, vai ganhar ou vai perder se ficar na chuva se molhando. Vai todo mundo perder e se molhar mesmo não ficando na chuva!”. Help!

Reitero: contraditem o que escrevo. Ninguém é forçado a concordar com o pensamento de outrem. Mas que se faça o contraditório com argumentos. Garanto a quem tem a generosidade de me ler: não sou um porco chauvinista, fascista de direita raivosa, jumento, petralha ou esquerdopata. Esta caminhada se iniciou em 1961, aos meus onze anos de idade, e ficará para um próximo artigo de minha coluna, mas sem direito a “riplei” e sem mais presentear com os 15 segundos de fama ao “Poder Popular” e seus congêneres.

*seliquatumParnasiamscholae— “destilado” na Escola Parnasiana

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