O desmatamento da Amazônia – Suely Braga

Suely Braga

O desmatamento no Brasil tem crescido constantemente destaque o   auge de 88% em julho, batendo o recorde de alta, segundo relatórios governamentais e independentes. Invasões de madeireiros e garimpeiros em terras indígenas também se tornaram mais comuns- às vezes com consequências letais.

Apesar das imagens de satélite que deixa clara a realidade do que acontece nas florestas brasileiras, Bolsonaro se recusa a encarar os fatos. Em julho a degradação ou desmatamento já pediam ação das forças de segurança públicas.

Esses alertas apontavam para o maior desmatamento em um mês desde 2015: 1.864 quilômetros quadrados. Bolsonaro reconheceu a verdade, mas disse que os cientistas não deveriam divulgar más notícias.

Por trás de sua preocupação, as tentativas do presidente de esconder a verdade sobre as florestas brasileiras podem causar efeito contrário.

O receio de Bolsonaro de que estas informações se tornem públicas só chama atenção para o grau de desmatamento que tem ocorrido em seu mandato O presidente e sua equipe argumentam que” a Amazônia pertence ao Brasil”, mas ela ainda pode ser monitorada por qualquer um, inclusive parceiros comerciais do Brasil.

O aumento do desmatamento também poderia colocar o acordo do Mercosul com a EU em risco.

O número do desmatamento tem potência para prejudicar tanto a imagem do Brasil no exterior, quanto o país economicamente.

Se Bolsonaro continuar a desmerecer o problema, ou tentar varrê-lo para baixo do tapete, as consequências serão graves. Além da perda de mercado, o desmatamento está associado a problemas sociais, com aumento de violência e uma mudança aguda de padrões de chuva e ecossistemas.

As condições climáticas da região não são mais as mesmas de décadas passadas. A Amazônia já está um grau mais quente, em relação aos últimos 60 anos e a estação seca já aumentou em média três semanas nos últimos 40 anos.

Nestas condições o fogo pode varrer do mapa a floresta densa, já que ocupou a área atingida. Na Amazônia, a cada ano, extensas áreas de floresta tornam-se mais suscetíveis ao fogo, por causa da ação dos madeireiros e do costume de abrir espaços para a agricultura e a pecuária.

As queimadas podem deixar a floresta tão degradada que ela já não tem mais cara de floresta.

O mundo inteiro está muito preocupado e no exterior todos os países já estão mandando auxílio e a imprensa internacional, mostra o perigo destas queimadas, pois a Amazônia é o PULMÃO DO MUNDO.

Todo o capital investido no IBAMA foi desviado pelo governo Bolsonaro.

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