Policiais assassinados – Jayme José de Oliveira

2019 foi um ano perigoso para os policiais no RS e no Brasil. O número dos que foram mortos em serviço é o maior dos últimos cinco anos. Foram assassinados porque os bandidos descobriram que eram policiais.

Facínoras reagiram a tiros quando os policiais se preparavam para realizar revistas e, em Montenegro, um agente da lei morreu quando tentava cumprir um mandado de busca. Houve também uma morte por atropelamento. A soldadoMariele Renata dos Santos Alves, 28 anos, foi atropelada por um carro de bandidos em fuga.

Os que têm a árdua missão de combater delitos se veem manietados por leis brandas com os criminosos e regimes de cumprimento de penas ridiculamente lenientes. O sistema prisional facilita a formação de facções, dentro e fora das casas prisionais.

O sentimento de impunidade – tragicamente real e evidente – fomenta e eleva aos píncaros do nonsense a intranquilidade das pessoas honestas, que, cercadas por facínoras impunes, desassombrados e armados até os dentes – lembramos que pessoas comuns não têm acesso a armas de DEFESA -.

Ao saírem de manhã rezam para que possam voltar ilesas à noite. O que nem sempre acontece. Se, e quando reagirem e abaterem um assassino em potencial que as ataca sem freios, enfrentarão um julgamento mais duro que o dos malfeitores de plantão.

Na eventualidade, possível, de uma condenação, enfrentarão um inferno dentro de presídios onde não serão considerados parceiros dos celerados, pior, por terem eliminado uma chaga social devem pagar duplamente: 1 – Cumprindo pena prisional; 2 – enfrentando a vingança de comparsas enraivecidos.

Neste ano de 2019, em boa hora, os governadores e prefeitos passaram a prestar honrarias a policiais mortos em serviço. Policiais são autores de verdadeiros atos de bravura, arriscam, diuturnamente, suas vidas para a segurança da nossa vida e do nosso patrimônio. O presidente da República acaba de propor uma lei que dá mais segurança a policiais que, em defesa própria, não precisarão mais esperar que o bandido atire primeiro.

O ministro Sérgio Moro enviou ao Congresso uma proposta conhecida como pacote anticrime. Ainda não foi aprovada e, para muitos, dificilmente o será sem inúmeros cortes que a desvirtuarão no principal. Por quê? Porque, entre os ilustres senadores e deputados, muitos estariam “ameaçados” pela Justiça e o que o povo quer é que “a Justiça seja feita”, mesmo e, principalmente, que alcance “os mais iguais”.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, no dia 25/11, que prepara um projeto de lei para permitir Operações de Garantia e Ordem (GLO) em reintegrações de posse na área rural. Se aprovada, vai acabar com a farra dos invasores que depredam a propriedade, matam o gado, animais de estimação e fica tudo por isso mesmo. Sarah Farias escreveu e copio um trecho:

“Olhei e enxerguei a tua dor

Vi o quanto se humilhou
Sei a marca que ficou
Ei, Eu sou o teu remidor
Do tempo, Eu sou o Senhor
Levanta, a resposta chegou
Nunca mais
Nunca mais
Nunca mais
Te chamarão de desamparado”.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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