Proprietário de mercado é preso após segundo dia de fiscalização em Arroio do Sal

Nesta quinta-feira, 11, dois estabelecimentos foram fiscalizados e interditados parcialmente, no segundo dia de operação da Força-Tarefa Segurança Alimentar no município de Arroio do Sal. No total, foram recolhidos e inutilizados cerca de 400 quilos de alimentos impróprios ao consumo.

Segundo informações do Ministério Público, o Hotel Bolzan teve a cozinha parcialmente interditada por falta de organização e higiene. Além disso, foram recolhidos cerca de 100 quilos de alimentos impróprios ao consumo e 200 litros de vinagre sem procedência.

Ainda de acordo com o MP, no Supermercado do Alemão, cujo proprietário foi preso em flagrante por crime contra as relações de consumo, os problemas encontrados foram ainda mais graves. Os fiscais localizaram alimentos com prazos de validade vencidos, embalagens abertas, armazenados de forma irregular, moscas nos pães e problemas de identificação na rotulagem. Além disso, o local não tinha condições de trabalho e higienização dos funcionários, faltando pia e vestiários. O estabelecimento também foi parcialmente interditado.

1° dia de fiscalização – Fiscalização interdita parcialmente estabelecimentos em Arroio do Sal

Durante a operação da FT Segurança Alimentar uma vereadora de Arroio do Sal foi intimada a prestar depoimento ao Ministério Público em Torres. Vera Rejane Braga dos Santos foi ouvida pelo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Segurança Alimentar), Mauro Rockenbach, porque, durante pronunciamento na Tribuna da Câmara de Vereadores, no último mês de dezembro, teria proferido ofensas contra os fiscais atuantes da Força-Tarefa. A parlamentar reconheceu ter se exacerbado no pronunciamento e comprometeu-se a publicar retratação em um jornal local e também na tribuna da Câmara de Vereadores, finalizou em nota o Ministério Público.

Ouça o pronunciamento da parlamentar

Participaram da operação o coordenador do Grupo de Atuação especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Segurança Alimentar), Mauro Rockenbach; o promotor do Consumidor de Porto Alegre André Marchesan; o promotor de Justiça de Torres Márcio Roberto Silva de Carvalho; representantes da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, da Secretaria Estadual da Agricultura, além da Patram, Decon e Procon.

MP RS

 

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