Em coluna anterior (A vida nas regiões abissais) direcionei o foco para a improvável proliferação da vida em condições de dificuldade extrema, nesta vamos abordar as zonas mais favoráveis, águas tépidas e abundância de luz solar para estimular a fotossíntese. Aliás, as algas são as responsáveis por 55% do oxigênio produzido no planeta Terra e, ao contrário das florestas que consomem grande parte da produção na respiração e decomposição de animais e plantas, fabricam mais do que precisam.

Os recifes de coral são formados com o acúmulo de corais e do calcário de certas algas. Com o tempo, em condições favoráveis, um recife de coral pode transformar-se numa ilha ou, pelo menos, em um atol (recife de forma elíptica com laguna central, que se forma distante da costa).[] Os recifes de coral são ecossistemas com grande produtividade e grande biodiversidade que, em muitos casos, estimulam importantes centros de pescarias e o turismo.

Estima-se que os recifes de coral cubram cerca de 284.300 km2, com a região do Indo-Pacífico (Mar Vermelho, Oceano Índico, sudeste asiático e Oceano Pacífico) contribuindo com 91,9% do total, e os recifes do Oceano Atlântico e do Mar do Caribe contribuindo com apenas 7,6% do total.

Recifes de coral famosos:

• A Grande barreira de coral, a norte da Austrália.

• Grande barreira de recife de coral do Belize.

• Grande barreira de recife de coral do Banco Chinchorro, no mar das Caraíbas.

Das aproximadamente 48 000 espécies reconhecidas de vertebrados, mais de metade (24 600) são peixes. Destes, mais de 60 % vivem exclusivamente em ambientes marinhos. Apesar dos recifes de coral representarem menos de 1 % da área total de oceanos do mundo, aproximadamente metade de todas as espécies conhecidas de peixes marinhos se encontram concentrados nessas águas tropicais.

Os seres humanos constituem ainda a maior ameaça aos recifes de coral. Em particular a contaminação terrestre e a sobrepesca são as maiores ameaças para estes ecossistemas.

Os blocos construídos nos recifes de coral são os “esqueletos” de várias gerações de algas, corais e outros organismos construtores de recifes, que são compostos por carbonato de cálcio.

Por exemplo, como um recife de coral cresce, ele estabelece uma estrutura esquelética encaixando cada novo pólipo. Ondas, peixes de pastejo (como peixe-papagaio), ouriços do mar, esponjas e outras forças e organismos quebram os esqueletos de corais em fragmentos que assentam em espaços na estrutura do recife.

Muitos outros organismos que vivem na comunidade do recife contribuem para o esqueleto de carbonato de cálcio do recife do mesmo modo. Algas coralinas são realmente os principais contribuintes para a estrutura, pelo menos nas partes do recife submetidas às maiores forças por ondas (como o recife frente ao oceano aberto). Estas algas contribuem para a construção do recife através do depósito de calcário em folhas sobre a superfície do recife e contribuindo assim para a sua integridade estrutural.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália, que é considerado o maior indivíduo vivo da Terra. A maioria das espécies de coral que constroem recifes desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.

LA ABUNDANCIA DE VIDA EM EL ARRECIFE DE CORAL 2min42seg
https://www.youtube.com/watch?v=zkSKIFp5uX8

MERGULHO NA GRANDE BARREIRA DE CORAIS – AUSTRÁLIA – 5min
https://www.youtube.com/watch?v=0GI0uXnd_Kg

PACIFICO SUR – CORALES EM PLENO FLORECIMENTO 3min25seg https://www.youtube.com/watch?v=FtWzjIRR2ek

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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