Reflexão – Nilton Moreira

Assistindo diversas palestras, nos questionávamos sobre o que Jesus realmente teria dito, pois que Ele nada escreveu e Seu procedimento quando pela Terra esteve está registrado em livros antigos, escrito por homens que no interesse, podem ter manipulado a mensagem, muito embora o que vale mesmo é o contido que possa ensejar boas maneiras e evolução a humanidade.

Os registros nos reportam à época que Jesus é preso, e condenado por demonstrar a humildade e pregar o amor ao próximo. Ele nos deu o maior exemplo de fidelidade que pode ser praticado, pois até o fim foi fiel ao Pai e cumpriu a missão para a qual foi designado quando nasceu aqui na Terra. Tinha poderes especiais porque era um Espírito Puro, mas nem por isso evitou enfrentar as dificuldades e ser julgado por uma Lei humana como qualquer pessoa comum da época. Perdoou até quem lhe traiu!

Mas ao mesmo tempo em que tudo isso aconteceu, Jesus reaparece e mostra que venceu a morte, e nos da à certeza de que apenas passamos de um estágio para outro e que o túmulo não é o fim como muitos imaginam, e mesmo que o povo daquela época que poderia ser um de nós, para quem acredita na reencarnação, tentasse aniquila-lo, as Suas ideias se perpetuaram e fatalmente nós que tivemos outras vidas já nos deparamos com os ensinamentos do Evangelho, e mesmo assim continuamos a errar, a praticar iniquidades, e a sofrer com provas e resgates a cada vida que passa.

Mas se o período de Páscoa tem momento de angustia por lembrarmo-nos do sofrimento de Jesus, somos reconfortados e nos alegramos em saber que o Mestre sobreviveu e que está sempre disposto a escutar nossas lamúrias nos ajudando, e concluímos que se Ele não tivesse sofrido todas as auguras e não tivesse nos legado tanta meta moral de vida, não teríamos lhe deferido como sendo um Ser de Estrema Bondade, o qual devemos ter como modelo e guia.

Possuímos tudo para dar um salto evolutivo, bastando apenas ter como base o que o Mestre falou. Ele resumiu tudo em poucas palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. O entrave está principalmente no amar ao próximo como a nós mesmos, pois ainda não descobrimos a maneira correta de nos amar, já que praticamos desvios de conduta regularmente, e não preservamos a vida como deveríamos, mesmo sabendo que seremos cobrados no futuro com tristezas.

Tudo isso nos traz a conclusão da distância que estamos em relação ao que o Mestre ensinou.

Que a Páscoa seja momento de reflexão, e possamos todos ser capazes de traçar metas que faça ressurgir em nós a capacidade de mais amor, para que o mundo envolto nessa emanação possa melhorar, e efetivamente reinar a paz tão sonhada.

Assim seja.

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