Reflexão para um segunda-feira de janeiro – Erner Antonio Freitas Machado

Erner Machado
Erner Machado

Os jornais do Rio Grande do sul, neste fim de semana, noticiaram que um casal foi morto e  um   de seus filhos ferido , à bala, em uma discussão de transito na zona  sul da Capital.

No dia seguinte à morte dos pais, o filho, não aguentando a gravidade dos ferimentos veio, também, a falecer.

Restou vivo, o filho mais novo , de oito anos, que não se sabe como encarará os desafios e os traumas  presentes e futuros,  decorridos do fato  de ter visto, a sua família desaparecer, da maneira que desapareceu.

Para compreender estas tragédias precisamos verificar que ,  em onze anos, de 2007 a 2017, a média mensal de assassinatos no Brasil, foi de 51.203 mortes sendo que, em 2017, verificou-se o maior número  de ocorrências do período, com  59.128 assassinatos.

No ano de 2018 foram 51.589 mortes ou 12,8% a menos que no ano anterior.

Mas esta diminuição não é uma garantia de estes fatos, lamentáveis, acabarão.

Me permito a uma reflexão para a qual, convido os meus 7 ou  8 leitores a me acompanharem, analisando o meu raciocínio e , no exercício da ampla liberdade, com ele com concordarem ou não.

Nas últimas três décadas fomos, como povo ,  como sociedade e como Nação, submetidos a um estranho processo de perdas de valores que, antes nos eram essenciais.

Perdemos a qualidade da escola pública e fomos decaindo em níveis  de ensino, de ano a ano.

Para que aos olhos do mundo e das organizações que medem o nível de ensino resolvemos que nem um aluno mesmo que soubesse muito pouco, ou nada,  repetiria o ano Letivo.

Estes jovens do ensino básico se tornaram péssimos alunos do ensino médio.

Com essa massa de alunos egresso deste sistema as Universidades Federais, tiveram que adequar seus  currículos e de Templos de Cultura e de Saber viraram fábricas de profissionais medíocres, ignorantes e incompetentes que constituem, hoje, como produto final, em uma geração de analfabetos funcionais.

A família brasileira, formada nos moldes tradicionais da cultura portuguêsa e de outras etnias que  aqui chegaram, viu de repente, seu modelo ser  substituído por modelos alternativos totalmente diversos e em desacordo com a formação de jovens de primeira cidadania.

Os valores da Pátria foram substituídos por valores alienígenas que resultaram em desrespeito ao seus símbolos , a sua honra , aos seus princípios.

As nossas artes,  a nossa literatura , as nossas ciências, os nossos esportes , a nossa música deixaram  de pautar-se  por padrões de excelência para se expressarem com mediocridade, com vulgaridade…

O   nosso sistema politico nestes 30 anos deixou produzir Estadistas e passou a fabricar atores incompetentes, enganadores, mentirosos , ladrões e falsos profetas que venderam   esperança e os bens da Pátria em troca de favores pessoais ou  de grupos  semelhantes.

Então meus 7 ou 8 leitores em um cenário destes é impossível que restassem valores a serem preservados ,  em uma Nação como a nossa.

E, entre os valores que perdemos que jogamos , na lata do lixo da história , está  o mais alto deles: O DIREITO e VALOR DA VIDA.

Hoje se mata por um carteira de cigarro, por um tênis de marca, por um telefone celular, pela féria diária de um taxista ou pelo arrecadação de uma viagem ônibus urbano.

Se mata por um olhar, por um gesto de defesa, por uma palavra…

Se mata por que alguém não quis mais ficar junto de alguém…

Se mata por qualquer coisa neste pais…

E então não basta chorarmos pela família que morreu vítima das balas de um revolver cujo gatilho foi puxado por um covarde e bandido.

Além de chorarmos precisamos compreender porque  a família morreu e  compreendendo, nos  atirar  no trabalho individual e coletivo que para nós está destinado e que se constitui pela construção uma nova nação, onde se respeite  a Família, a Pátria e Leis, mas acima de tudo se respeite a vida.

Erner Antonio Freitas Machado

Consultoria Financeira e Imobiliária

www.ernermachadoimoveis.com.br

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