Ressaca moral – Nilton Moreira

Falamos outro dia que somos Espírito em um corpo de carne, matéria esta que se decompõe indo transformar-se em outros organismos. Foi o que Lavoisier disse no século XVII “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, ficando claro para nós que somos mais do que apenas vemos quando em frente ao espelho, pois somos indestrutíveis.

Certamente Deus não criaria algo tão complexo para em poucos anos destruir, e esta complexidade não se resume no corpo material e sim na Alma/Espírito.

Quando vamos a um Templo, Igreja, Casa ou Centro Espírita, estamos cuidando do espírito. Quando fazemos uma prece, rezamos ou oramos, estamos também cuidando do espírito.

Quando convidamos para confraternizar conosco uma data especial os amigos, parentes ou pessoas próximas também é o espírito que exaltamos, pois todos estes eventos além de sadios tem a propriedade de canalizar energias salutares que passam a envolver nossa aura tonificando o campo vibratório da Alma contida em nossa matéria densa, existindo nestes casos uma convergência de ideias harmoniosas em sintonia com o bem, ordem, afeição, fraternidade, acolhimento.

Mas bem diferente é a energia que flui nos ambientes carnavalescos, principiando por tratar de festa onde se misturam mentes dos mais variados matizes, expondo-se principalmente a sensualidade com euforia. Os mais tímidos usam dos estimulantes para descontrair, prejudicando assim o corpo material. O espírito não é levado em consideração, pois a sintonia mental em razão do envolvimento do ambiente é de perturbação.

Dizem os benfeitores espirituais que nesta época é grande o trabalho de auxilio que empreendem aos encarnados, pois é imenso o envolvimento com drogas, acidentes, desastres e mortes por violência e depressão em razão de frustrações.

Temos então a costumeira festa da carne, trazendo momentâneo esquecimento de crise, violência diária, movendo interesses econômicos de aproveitadores propícios desta época.

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