Robin Hood ET Al II – José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

Muitos líderes mundiais se imortalizaram pelo desempenho na defesa da ordem, da justiça, da moral, dos menos afortunados, sem descuidar do convívio harmônico. Escreveram páginas rutilantes na História, três das quais ressaltamos a seguir:

Robin Hood é um herói mítico inglês, um fora da lei que roubava da nobreza para dar aos pobres. Teria vivido no século XII, aos tempos do rei Ricardo Coração de Leão e das grandes Cruzadas. Era hábil no arco e flecha e vivia na floresta de Sherwood, onde era ajudado por um grupo de amigos. Tenha ou não existido é, para muitos, um dos maiores heróis da Inglaterra. NÃO ENRIQUECEU EM DECORRÊNCIA DOS SEUS ATOS.

Mahatma Gandhi (1869-19480) foi um líder pacifista indiano, ganhou destaque na luta contra os ingleses com seu projeto de não violência. No início da Segunda Guerra Mundial volta à luta pela retirada dos ingleses do país. Em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia. Morreu em Nova Delhi, no dia 30 de janeiro de 1948.

“UM HOMEM NÃO PODE FAZER CERTO NUMA ÁREA DA VIDA, ENQUANTO ESTÁ OCUPADO EM FAZER ERRADO EM OUTRA”.

Martin Luther King foi um pastor protestante e ativista político estadounidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes dos direitos dos negros nos Estados Unidos… e no mundo. “APRENDEMOS A VOAR COMO OS PÁSSAROS E A NADAR COMO OS PEIXES, MAS NÃO APRENDEMOS A VIVER COMO IRMÃOS”.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical que governou o país duas vezes, atravessou o escândalo do Mensalão incólume e foi condenado na operação Lava-Jato. Tornou-se o primeiro presidente preso por corrupção. Antes de se entregar à Polícia Federal discursou para correligionários. Falou durante 55 minutos, lembrou sua trajetória, seu legado, atacou a imprensa, a Justiça, o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro.Alguns excertos:

“Não pensem que sou contra a Lava-Jato. A Lava-Jato, se pegar bandido, tem que pegar bandido que roubou, e prender. E eu quero que continue prendendo rico”. “Tenho certeza que os companheiros sem-terra, do MST, da CUT, dos movimentos sociais sabem, eu vou cumprir o mandado de prisão e todos vocês vão andar por este país, fazendo o que tem que fazer… Poderão queimar pneus, fazer passeatas, fazer ocupações, no campo e na cidade”.

“Eu não perdoo os que passaram à sociedade que eu sou um ladrão”.

O temor que Moro decretasse uma prisão preventiva, que faria com que o líder permanecesse preso mesmo que nas próximas semanas o STF reveja a decisão de executar o início do cumprimento da pena após julgamento na segunda instância, levou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, fazer um apelo dramático para que os apoiadores reunidos deixassem Lula se apresentar às autoridades. Um final melancólico para quem teve todas as oportunidades para se altear à posição de relevo entre os presidentes desse país. Após um início que se apresentava auspicioso, deixou-se levar de roldão (com um séquito de cúmplices que o seguiram fielmente e compartilharam com todas as benesses auferidas) pela ganância, convencido da impunidade.

O Mensalão, durante o primeiro período de governo deixou-o fora das consequências sofridas por companheiros menos afortunados. Não serviu de freio para, após a reeleição, extrapolar de maneira insidiosa e tonitruante.A Lava-Jato se atravessou nos planos, investigou, julgou e condenou culpados de malfeitos. O clímax ocorreu quando Lula foi recolhido a Curitiba. Seus advogados continuam batalhando para anular as condenações e muita água vai rolar debaixo da ponte antes do epílogo.

José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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