Estado: Desde o início deste ano, o Rio Grande do Sul contabiliza 35 focos de raiva herbívora em 17 municípios, sendo oito deles registrados em Soledade.

Uma das ações de grande importância para o controle da raiva é evitar o contato de animais e humanos com o morcego hematófago Desmodus rotundus, também conhecido como morcego vampiro.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) é a responsável pelo controle destes animais no estado, e a orientação é que a população não tente captura-los por conta própria.

“A captura do morcego hematófago é realizada somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do estado, devidamente capacitados, vacinados contra a raiva e equipados para tal fim”, alerta Wilson Hoffmeister, coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora.

O Rio Grande do Sul conta com dez Núcleos de Controle da Raiva, cujas equipes são acionadas pelas regionais da Secretaria da Agricultura sempre que houver laudo positivo para raiva em herbívoro, ou se forem constatados altos índices de mordedura em animais de produção em determinada região.

As capturas são realizadas com auxílio de redes de neblina (mist-nets) em áreas de mata próximas aos abrigos ou junto às fontes alimentares, ou com puçás se o abrigo for uma casa abandonada, por exemplo. Depois de capturados, os morcegos recebem uma carga de pasta vampiricida sobre o dorso e são soltos.

“Os morcegos hematófagos costumam interagir com outros membros da colônia com mordidas e lambeduras. Após passar a pasta no dorso de um animal, ele é solto e retorna à colônia, acabando por contaminar outros 20 indivíduos”, explica o analista ambiental André Witt, do Programa de Controle da Raiva Herbívora.

A Secretaria solicita que a população informe a localização de abrigos de morcegos vampiros à Inspetoria de Defesa Agropecuária da sua região, como casas abandonadas, poços, debaixo de pontes, furnas e cavernas. “Estas informações são fundamentais para que a estratégia de controle populacional dos morcegos consiga sucesso e impeça que a doença avance e cause grandes danos à pecuária no Rio Grande do Sul”, destaca o secretário Covatti Filho.

Elaine Pinto

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