Ser otimista traz sorte: é o que diz um premiado Doutor em matemática

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Brincar com a sorte é uma prática enraizada na cultura e que pode render bons frutos. Quem nunca se pegou planejando o que faria se ganhasse uma bolada, ou então se fosse contemplado naquele sorteio tão cobiçado, que atire a primeira pedra. A sorte nos sorri diariamente, em diversos momentos, mas vivemos perseguindo suas fontes mais abundantes e essa receita nem sempre nos traz o bolo.

Um cálculo revelado pelo portal de notícias Uol demonstrou que as chances de acertar as seis dezenas sorteadas na Mega-Sena é assustadoramente baixa: uma em 50 milhões. Aliás, a esse respeito, a Revista Superinteressante publicou uma matéria que trata da relatividade da sorte, a qual também é influenciada pela maneira como encaramos nossos desfechos.

De acordo com a revista, a sorte é uma questão combinada de aleatoriedade e comportamento. Já o otimismo é um fator que influencia a identificação de oportunidades, fazendo com que as pessoas mais otimistas se considerem sortudas por verem aquilo que os demais não enxergam.

Doutor em matemática pela universidade de Cambridge, o escritor inglês Adam Kucharski publicou um livro no qual ele explora temas científicos tangenciais à sorte. A Ciência da Sorte conta histórias de pessoas que vivenciaram situações bem afortunadas e, com isso, mudaram suas percepções sobre a sorte. Além disso, relata diversos experimentos e apresenta como a matemática e a ciência trazem uma verdadeira revolução aos jogos e apostas. Unindo teoria do caos, psicologia comportamental e inteligência artificial, o livro é uma excelente leitura para quem deseja compreender melhor a matemática por trás dos jogos antes de fazer apostas em roleta online, por exemplo.

De acordo com Kucharski, o hábito é um impulsionador natural da sorte. Se uma pessoa tem o hábito de enxergar a aleatoriedade como uma fatalidade, provavelmente ela não verá tantas oportunidades quanto uma pessoa de hábitos mais otimistas, que tem muito mais chance de se abrir àquilo que lhe é disposto e arriscar, ainda que somente por diversão e sem expectativa alguma. O importante é entender que o ganho pode ser apenas um momento divertido ou, quem sabe, um bom prêmio.

Foto: Burst

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Afinal, o que é sorte?

A sorte, no final das contas, é subjetiva. É sorte de um casal que chova no dia do casamento, diz o ditado. Mas se for um casamento ao ar livre, o ditado já não vale, pois a chuva estragará a cerimônia. Na verdade, cada um vê a sua sorte naquilo que mais lhe brilha aos olhos.

Os aventureiros que queiram turbinar a sorte podem tomar algumas atitudes para enxergar prosperidade naquilo que lhes passava batido. Ora, não adianta sonhar com o resultado acumulado da loteria se não jogarmos. Participar de concursos é um primeiro passo, assim como fazer coisas novas para alcançar resultados diferentes. Ou aumentar suas oportunidades pela sua rede de amigos, por exemplo. Pode ser que você conheça alguém cujo primo possa abrir portas na sua carreira.

Os caminhos para aumentar seu potencial de sorte são diversos, mas é importante aceitar o acaso e não se frustrar quando sua aposta não for a premiada. Continue acreditando nas suas possibilidades e um dia a sorte sorrirá para você!

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