Sob nova direção – José de Oliveira

Jayme José de Oliveira

Inicia um novo governo cercado de esperanças pela maioria e de descrença mixada com sentimentos, inclusivede raiva e rancor pelos derrotados. Tudo ocasionado por uma campanha na qual os princípios éticos foram mandados para o beleléu. Por ambas as partes, diga-se de passagem. Oremos para que as cassandras não tenham razão. Nós, o Brasil e as futuras gerações dependem do sucesso, caso contrário a situação que já se apresenta crítica evoluirá para o catastrófico. Nós, cidadãos ordeiros, não merecemos entornar esse cálice tinto de sangue.

As primeiras declarações do ministro da Justiça e da Equipe Econômica deixam antever um esforço para que o caos seja superado e os rumos corrigidos. Para tanto é necessário que não se transformem em vozes dispersas pelo vento, sem alicerces firmemente ancorados nos fatos.

Reporto alguns pronunciamentos, examinemos em detalhes e arquivemos para futuras cobranças.

“O Brasil não será porto seguro para criminosos e jamais, novamente, negará cooperação a quem solicitar por motivos político-partidários. O fim da impunidade, da corrupção e o combate ao crime organizado será nosso objetivo”.

“As soluções para vencer a criminalidade não se esgotam em mais verbas, mais armas, mais equipamentos. Há ralos, superposições e desperdícios que precisam ser sanados urgentemente. De nada serve endurecer a legislação se o Estado não garantir o cumprimento da existente”. (Sérgio Moro) Sérgio Moro entende que a crise da segurança foi um dos motivos que levaram à vitória de Bolsonaro. Disse: “Mãos à obra”, não há mais tempo a perder”.

Paulo Guedes, ministro da Fazenda e do Economiaconcedeu longa entrevista, da qual extraímos alguns tópicos:“Caso a reforma da Previdência não passe, a alternativa será desindexar e desvincular o Orçamento. Nesse caso, a responsabilidade de definir onde cortar será dos parlamentares, que vão ter de lidar com a crise, fazer as escolhas dos setores atingidos pelos cortes. Inclusive os subsídios entram na lista”.

“O atual sistema de Previdência é uma fábrica de desigualdades. Quem legisla e quem julga tem as maiores aposentadorias, o povo brasileiro as menores. A reforma da Previdência é o primeiro e maior desafio a ser enfrentado”.

“Medidas que não dependem da Constituição serão anunciadas para combater fraudes e privilégios e poderão ter um impacto de R$17 bilhões a R$30 bilhões/ano”.

”Os três pilares da gestão serão centrados na simplificação dos impostos, reforma da Previdência e privatizações, acompanhadas da descentralização de recursos para estados e municípios”.    “Estancar o aumento dos gastos públicos, O MAL MAIOR QUE AFLIGE O PAÍS. Tornar efetivo o teto dos gastos é primordial. O déficit público estimado para este ano é de R$139 bilhões e precisa ser contido”.

“Faz-se necessáriocombater o corporativismo e os privilégios. Não adianta preservar o feudo usado para comprar influência parlamentar. É preciso restringir o gasto publicitário”.

“Acelerar as privatizações selecionadas. Permanecerão em poder da União alguns setores da Petrobras, Eletrobras, além da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil”. “Unificar até oito tributos, descentralizar recursos, ampliando os repasses para estados e municípios. A carga tributária precisa ser reduzida, em 2018 foi cerca de 36% do PIB. Lembramos que  20% era chamado de quinto dos infernos  e seu repúdio deflagrou uma revolta que culminou com a morte de Tiradentes”. “Atualmente há R$ 1 trilhão de tributos não pagos e R$% 300 bilhões em desonerações. Apelar para o REFIS é um convite à continuação dos calotes e deve acabar”.

“Cargoscomissionados (CCs) podem ser cortados em 30% só na Fazenda e no Planejamento”.  “Para atrair as pessoas que hoje estão no mercado informal, criar uma carteira verde e amarela onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo os direitos constitucionais”. “Abrira economia. Quanto mais fechada, maior a corrupção e a venda de favores. Mensalão e petróleo ocorreram em empresas públicas”. (Paulo Guedes)

PARA NÃO DIZER QUE SÓ FALEI DE FLORES:

Mesmo estando o governo apenas iniciando já surgem baixas nos componentes, fatos que de certo modo podem ser considerados alvissareiros. Ao se constatar que uma nomeação não está conforme os parâmetros recomendados, melhor substituir de imediato que postergar.

BOLSONARO CONFIRMA DEMISSÃO NA APEX.  Alex Carreiro, presidente da Agência Brasileira de Relações Exteriores teve sua demissão comunicada pelo ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araujo. Na mesma mensagem, o ministro diz ter indicado ara o cargoo diplomata Mário Vilanova.

Oministro da Educação, Ricardo Velez, exonerou nesta sexta-feira, 11 de janeiro, dez pessoas que ocupavam cargos comissionado no FNDE, incluindo o chefe de gabinetedo órgão, Rogério Fernando Ott. Como chefe interino do FNDE assinou a recente retificação que permitia a aquisição de obras com erros de português. A alteração do edital, publicado no “Diário Oficial da União”, no dia 2 de janeiro, também retirava a exigência para as editoras de retratar a diversidade de etnia e compromisso com ações de não violência contra as mulheres, além de citar referências bibliográficas.

José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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