Séculos depois de publicada Utopia seguidores continuam seguindo seus “princípios”:

“A água é fundamental e mostra como é necessário que nós proponhamos e defendamos que este é um direito e muito mais, é um bem universal que deve estar à disposição de todos e que não pode ser apropriado por alguns, por empresas ou governos, e depois ser comercializado ou financiado. Não. É um bem universal que deve estar à disposição de todos, mesmo daqueles que não têm nenhum dinheiro”. (Cardeal Cláudio Hummes)

No século XVI Thomas Morus escreveu “Utopia”, descrevendo uma sociedade em que “todos trabalham para que todos possam trabalhar menos em vez de se esfalfarem enquanto outros ficam assistindo de camarote”.

“Todos devem ser tratados do mesmo modo, homens, mulheres e crianças e que ninguém passe necessidade. Que ninguém seja considerado superior por ter mais coisas. Que os mais competentes e honestos dirijam os negócios públicos. Que desapareça o dinheiro e a propriedade privada”.

O dicionário Houaiss assim define utopia:

1. Lugar ou estado ideal, da completa felicidade e harmonia entre os indivíduos.

2. Qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da comunidade.

3. Projeto de natureza irrealizável, quimera, fantasia.

Permito-me uma digressão:

Ao criar o mundo, segundo o Gênesis, resumidamente Deus deu ao homem o direito de dominar todos os seres vivos, povoar a terra e usufruir os bens que ela proporciona. Além do mais, foi o único ser vivo ao qual concedeu o livre-arbítrio.

Todos os demais seguem, obrigatoriamente, as leis do instinto que continuam imutáveis ao longo dos tempos. Apenas fatores externos têm o poder e modificar a maneira de proceder, as mudanças, quer do meio-ambiente, quer as fortuitas que originam mutações e essas são transmitidas hereditariamente.

Charles Darwin desvendou e divulgou as leis que regem a hereditariedade no seu livro “A Origem das Espécies”. Uma colmeia, por exemplo, segue os mesmos princípios e regras de convivência entre seus participantes ao longo do tempo.

É isso que a “Utopia” defende. Os homens deixariam de ser à semelhança do Criador e se transformariam em mais uma espécie entre miríades.

O que não se coaduna com a teoria é a diversidade intrínseca dos humanos. Alguns são laboriosos, outros cultuam a preguiça; uns são ambiciosos, outros conformados; uns são altruístas, outros sanguessugas. E assim por diante.

Um animal não se apropriado que não necessita, só bebe a água suficiente para saciar a sede e deixa a fonte limpa para os que vierem depois. Referimo-nos à água, podemos acrescer os demais itens indispensáveis.

O reverso da medalha: quando recebe gratuitamente os bens disponíveis, uma parcela dos humanos os usufrui sem cuidar da preservação. Se a conta da água não existe, para que se dar ao trabalho e despesa para consertar um vazamento? Se o alimento está à disposição, é só chegar e pegar, para que trabalhar para produzir? Cansa! E assim por diante.

A Utopia é como a estátua do gigante com pés de barro, não se sustenta pela fragilidade da base.

É comovente dizer como o cardeal Cláudio Hummes:

“A água é fundamental e mostra como é necessário que nós proponhamos e defendamos que este é um direito e muito mais, é um bem universal que deve estar à disposição de todos e que não pode ser apropriado por alguns, por empresas ou governos, e depois ser comercializado ou financiado. Não. É um bem universal que deve estar à disposição de todos, mesmo daqueles que não têm nenhum dinheiro”. Alguém acredita que vendo o desperdício, o descompromisso com o recolhimento, purificação e distribuição, os que labutam para tanto serão estimulados a prosseguir para usufruto dos que “se atiram nas cordas”?Sim, sejamos participativos e auxiliemos os que necessitam e não têm meios para prover as necessidades básicas, mas exijamos cooperação universal dos aptos, TAMBÉM dos que recebem gratuitamente, esses devem responder com respeito aos limites do disponível. ESBANJAR SÓ PORQUE OBTÉM SEM ESFORÇO É… DESFAÇATEZ.

RETIREM O ESTÍMULO PARA PROGREDIR, PARA MELHORAR AS CONDIÇÕES DE VIDA, RETIREM AS EXIGÊNCIAS ÀS CONTRAPARTIDAS E A SOCIEDADE RUIRÁ QUAL CASTELO DE CARTAS. NÃOEXISTE ALMOÇO GRÁTIS, ALGUÉM PRECISA PAGAR.

A legislação brasileira instituiuo Bolsa Família para prover as necessidades básicas dos que não têm fonte de renda, momentânea ou permanentemente e isso suscita dúvidas aos eventuais beneficiários: quem tem emprego com carteira assinada, pode perder oBolsa Família? Esta é uma dúvida frequente entre os que recebem o benefício. São muitos os beneficiários que possuem alguma atividade como autônomo, ou até mesmo um emprego com carteira assinada.Conforme as regras do programa de auxílio de renda é possível trabalhar com carteira assinada ou como autônomo e continuar recebendo o Bolsa Família. Mas é preciso que se respeite as regras do Bolsa Família, que tem detalhes específicos sobre esse caso.

De acordo com as normas do programa, é possível continuar recebendo o Bolsa Família mesmo com emprego de carteira assinada, desde que o valor recebido de salário no emprego somado à renda familiar não ultrapasse a meio salário mínimo per capita. Neste caso, o beneficiário poderá continuar recebendo o benefício por dois anos. CASO ULTRAPASSE O MEIO SALÁRIO MÍNIMO PER CAPITA, A FAMÍLIA NÃO TEM DIREITO AO BENEFÍCIO. Nada mais justo, o auxílio se destina exclusivamente aos desprovidos de meio de subsistência.

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado

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