Vacinar é preciso (morrer não é preciso) – Marília Gerhardt de Oliveira

Cientistas do planeta Terra estão dedicados à produção de vacinas para COVID-19. Há etapas a serem vencidas neste processo, testes a serem realizados, eticidade de conduta laboratorial a ser garantida, riscos a serem minimizados. Um esforço que depende da compreensão e da colaboração de governantes de todos os matizes ideológicos.

Investimentos vultosos devem ser disponibilizados para as pesquisas científicas contemplando laboratórios, recursos humanos de alto nível e insumos, assim como para a produção de vacinas que forem aprovadas e, finalmente, a sua distribuição com critérios transparentes, universais e justos.

Governantes que conduzem o enfrentamento à Pandemia COVID-19,inadequada e irresponsavelmente, tornam-seexemplos reprováveis e levam seus países aos piores resultados durante a Pandemia, com número de doentes e mortos para além do razoável. Negacionismo e ignorânciasão pilares de ações desastrosas.

O Presidente Brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, assinou e fez publicar a Lei 13.979/20 onde, explicitamente, consta que podem ser tomadas medidas que obriguem a vacinação de brasileiros (o que já estava consagrado no Estatuto da Criança e do Adolescente, que explicita ser dever de paislevarseus filhospara vacinar junto a Postos de Saúde Pública).

Contraditoriamente, o mesmo Presidente tem agido no sentido de reforçar corrente que milita contra vacinas, com argumento falacioso: “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. Tudo isto em plena campanha de vacinação para Sarampo que tem levado muitos brasileiros à morte, infelizmente.

Mas não é de agora que o Presidente brasileiro se esmera em ser mau exemplo face à crise sanitária: promovendo aglomerações, não utilizando máscara adequadamente e prescrevendo medicamentos (sem base científica e sem diploma de Graduação em Medicina).

Do exposto, pode-se dizer que respeito à vida é base de Direitos Humanos e que Ciência e Cultura são alicerces de um povo civilizado e cidadão.

Atônitos, estamos também em meio a discussões que incluem radicalismos infundados (no que se refere à Saúde Pública) sobre os países de origem das vacinas (USA, China, Inglaterra).

Mulheres e homens precisam e merecem vir a acessar vacinas que tenham sido desenvolvidas, testadas e com resultados experimentais que comprovem aredução de riscos. Até porque risco é inerente a toda e qualquer procedimento em Saúde Pública. E ser pública, não significa que se destine a grupos populacionais mais vulneráveis, social e economicamente, massim a todos os brasileiros.

Será que estamos, face a face, com mentes tolhidas de querer pensar (por fanatismo, intolerância ou até ignorância) e, refletindo criteriosamente, poderem perceber o que está em jogo?QUALIDADE DE VIDA!

Para governantes mal assessorados em áreas críticas, negacionistase pouco responsivos a segredos de seu entorno, financiar pesquisas, produção e distribuição de vacinas COVID-19 pode significar milhões do orçamento federal.

Mas um Governo eleito deve priorizar Educação (que liberta e faz pensar) e Saúde de qualidade!

Jamais serão esquecidos os resultados de lideranças não comprometidas com a VIDA, principalmente se comparados a de Estadistas. E há um limite para tudo!

“Arminha” não poupa vidas!

Marília Gerhardt de Oliveira

gerhardtoliveira@gmail.com

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