Você diz ou já disse “não” para seu filho? Psicóloga Marisele Souza

A criança desde seu nascimento pertence a uma família que será seu alicerce, auxiliando para que desenvolva sua autonomia, sendo seu primeiro grupo de interação. Dentro da relação familiar, é que a criança receberá orientações, irá aprender sobre valores, respeito, limites realistas, conhecimento de seus direitos e deveres, responsabilidade que levará para sua vida.

É comum que o desejo dos pais é que seu filho seja feliz e que seja bem resolvido na vida, em todos os aspectos. Você pensa assim? Mas nos dias de hoje, surge uma questão importante, como educar hoje em dia um filho, onde os pais não são mais autoridade como antigamente? Analisando melhor, podemos notar que a relação familiar tem mudado, não acha?

Nota-se hoje, que muitos pais manifestam medo de dizer “não” ao seu filho, como uma forma de evitar traumatizá-lo, negar ao filho algo que ele quer com a sensação que se isso fizer, perderá o amor dele e ainda será criticado pelas pessoas a sua volta. Quem nunca passou por uma situação complicada com seu filho dentro do supermercado? E que muitas vezes acabou cedendo, porque as pessoas ficaram olhando e comentando? Coitadinho…chorando…

Com esse comportamento permissivo dos pais na infância,que se estende a adolescência podendo torna-la mais complicada, a responsabilidade acaba ficando bem longe. Já que os filhos acabam repetindo o modelo dos pais, pois foi essa maneira que aprendeu a viver e a conviver, sempre tendo o que quis e fez tudo que teve vontade, não aprendeu a esperar e suportar ouvir um “não” momentâneo ou definitivo, convivendo apenas com seus direitos e não com seus deveres. É importante compreender que dizer “não” ao filho, também é uma atitude de amor, pois nem sempre ele vai ter tudo ou poder fazer tudo que deseja em sua vida.

Muitos pais procuram proteger seus filhos de todo e qualquer sofrimento emocional, com cuidado excessivo e muitas vezes desnecessários, fragilizando o desenvolvimento dessa criança, isso se chama superproteção. Contribuindo para que a criança acabe não acreditando na sua própria capacidade,  tendo dificuldade para resolver seus problemas, medo de errar, influenciando na autoestima infantil.

Com esses comportamentos com seu filho, poderá estar influenciando na independência pessoal, com dificuldades de desenvolver seu papel na sociedade e responsabilidades como adulto. Importante que as crianças tenham suas necessidades emocionais atendidas na infância pelos pais e/ou cuidadores, como autonomia, afeto, limites realistas, orientação, lazer, entre outros,  para que possa se desenvolver adequadamente e tornar-se um adolescente e adulto com condições adequadas de enfrentar e suportar as dificuldades que possam surgir em seu caminho.

Psicóloga Marisele Souza

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